Sala de Espera

  • Atomic Garden
    Idade: 19
    Lugar: Chapecó, SC.
    Condição: Frescura.
  • Lipedal
    Idade: 19
    Lugar: Santo Ângelo, RS, no meio da roça missioneira.
    Condição: Demofobia e Nerdice Aguda. Foi ao Mundo Real duas vezes, durante as quais ganhou uns graus de miopia devido à exposição ao sol.
  • Vexille
    Idade: 20
    Lugar: Recife, PE. É o único do consultório que mora numa cidade de verdade.
    Condição: Psicose e Esquizofrenia. Obsessão compulsiva por filmes clássicos de terror brutal e trash em geral.

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Notícia Urgente!

Por yusanã || 02:25:00 || 29 de abr de 2006
Sabe qualé? Tem uns textos que eu escrevi há um tempo atrás, que eu gosto, mas poucos tiveram o (des)prazer de ler. Vou repostar alguns com o tempo.

Obs. 1: O Argentino não retornou o e-mail. Acho que ele ficou com medo do meu machado. :(

Obs. 2: Minhas herpes estão sangrando.

-----------------

Olá queridos leitores desse blog. Aqui quem vos fala não é o Yusanã Mignoni, conhecido por vocês como Atomic Garden. Gostaria de dar uma notícia ruim, muito ruim. É com muito pesar que comunico-os que nosso amigo supracitado faleceu. É realmente muito triste, mas espero que ele tenha alcançado o "Céu dos Nerds", e que esteja agora no meio de AMDs Dual Core, Playstations 3, mulheres inteligentes e todas aquelas coisas que sonhamos possuir aqui na Terra.

Creio que vocês queiram saber mais sobre o que aconteceu com nosso amigo. Contar-lhes-ei:

O dia era sexta-feira, mais especificamente dia 28 de abril. Eu e ele tínhamos combinado de nos encontrarmos para jogar video-game. Passamos em uma locadora de jogos e alugamos Winning Eleven 9, não tínhamos muita experiência no jogo, mas achamos que seria legal disputarmos umas partidinhas e tal. Chegamos na minha casa e fomos logo botando o jogo no console, para aumentar a diversão logo comecei a proferir xingamentos ao meu futuro adversário. Sim, um programa nerd mas muito divertido, eu supunha, porém não sabia que o Yusanã levava esse papo de jogos tão a sério.

Jogamos várias partidas disputadíssimas. Parecíamos ótimos jogadores apesar de termos começado a jogar há poucos minutos. Eu ganhava algumas, perdia algumas, tínhamos o mesmo nível, mas Atomic parecia não estar divertindo-se. Toda vez que eu fazia um gol eu me sentia obrigado a levantar e gritar coisas como "Opa, golaço, hein? Se fodeu!" ou ainda "Lá onde a coruja dorme! Te comi sem cuspe agora!". Porra, era para ser um futebol entre amigos, esse tipo de coisa é necessária para aumentar a diversão. Pena que o Yusanã não parecia pensar assim, e ele permanecia quieto o tempo inteiro.

Após um tempo, eu não estava mais conseguindo ganhar dele. Parece que ele aprende mesmo muito rápido. Os placares que antes eram apertados tornaram-se dilatados a favor de Yusanã. Após algumas partidas ele entediou-se e me pediu para jogarmos a Copa do Mundo, parecia-me que ele queria desafios mais fortes. Fui obrigado a aceitar, seu rosto vermelho e a espuma saindo pela sua boca assustaram-me.

Nas horas seguintes, tudo o que fizemos foi tentar passarmos da primeira fase. Acredite, apesar de parecermos bons jogadores, não éramos páreos para a Inteligência Artificial do console. Escolhíamos os melhores times: França, Holanda, Inglaterra, Argentina e o caralho a quatro. Porém perdíamos para toda e qualquer seleção: Austrália, País de Gales, Eslovênia e qualquer outro time de merda fazia 15 gols, xingava nossas mães, ria da nossa cara, cagava no gramado, cuspia no goleiro e ainda saia ovacionado pela torcida.

Tentei conversar com ele, para deixarmos o jogo de lado um pouco. Ele levantou, me deu um soco e disse "Maricas", sentou e pegou o controle de novo. Resolvemos pegar o Brasil, a seleção obviamente mais forte, e que, logicamente, nos daria mais chance de vitória. Dei o máximo de mim, eu queria acabar logo com aquilo. Quem sabe se ao menos passassemos da primeira fase, ele me deixasse em paz. Empatamos os dois primeiros jogos, pode parecer ruim, mas ainda não tinhamos conseguido nem isso. Só precisávamos de mais um empate na última partida para alcançarmos as oitavas-de-final. Estavamos indo muito bem durante o jogo, paramos todos os ataques do adversário, e apesar de não termos feito nenhum gol, estávamos satisfeitos pois sabíamos que o empate era suficiente. No entanto, o improvável aconteceu: Os 43 minutos do segundo tempo, um chute de fora da área acabara com nossos sonhos. Eu tentei conversar com ele, dizer que ainda tinhamos alguns minutos para tentarmos o empate, mas foi em vão. Ele começou a chorar desesperadamente, eu não sabia o que fazer, fiquei abismado. Ele levantou me empurrando, caí no chão e assisti a pior cena da minha vida.

Gritando e chorando, Atomic chutou a televisão de cima da mesinha, fazendo com que a mesma explodisse tão logo chegasse ao chão. Não satisfeito, o desalmado pegou meu Playstation 2 e começou a socá-lo com toda a força. Ele levantou e correu em direção à parede, acertando-a com sua cabeça repetidas vezes, até encher o chão da minha sala de sangue. Já caído, corri em sua direção e o agarrei em meus braços. Ele aproximou a sua boca da minha orelha e pronunciou então o que seriam suas últimas palavras: "Computador ladrão filho da puta..."

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Esse é o povo que domina o mundo

Por Lipedal || 02:17:00 || 27 de abr de 2006
[Leitores queridos, vou viajar sexta-feira e só volto segunda, então o Atomic me cedeu a vaga dele pra eu enfiar meu post. Valeu, Tommy!]

Como alguns de vocês já sabem ou ao menos deveriam saber, o povo estadunidense é no geral bem analfabeto. De acordo com "Stupid White Man", livro legal do Michael Moore, 11% dos adultos de lá não lêem jornal e 40 milhões de americanos têm capacidade de ler e escrever correspondente à quarta série do primeiro grau. O Michael Moore tem suas fontes, mas eu é que não vou ficar fuçando nas últimas páginas do livro pra satisfazer os céticos. Em alguma coisa vocês têm que acreditar, pô.

O fato é que, fora o presidente jegue que a Tina e seus conterrâneos têm, os dados acima citados nunca foram mostrados na Globo, na Veja ou em qualquer outro desses meios altamente confiáveis. E não é que hoje, ao abrir o Gmail e fuçar em meio a toneladas de spam e mensagens de "topic subscription" que eu não sei como desativar, encontrei algo que me mostrou que tenho mais um motivo pra não gostar dos desgraçados! Meu pai me mandou por e-mail um link para um blog em espanhol, o Disculpen las Molestias, onde o pessoal legendou e postou o seguinte vídeo:


Enquanto o vídeo carrega, vou dando uma palhinha do que ele é. Basicamente é uma entrevista com estadunidenses comuns, nas ruas, perguntando: Depois da guerra contra o terror, qual você acha que deve ser o próximo país a invadir?. Sim, sim. Uma pergunta descarada feita bem à vontade, e o povão respondendo numa boa, dando suas valiosas opiniões.

O divertido é que a reportagem devia ser algo sobre a burrice da população em relação a geografia. Pra provar os dados, o entrevistador troca os nomes dos países no mapa, deixando Irã como sendo na Austrália, por exemplo. Aí rolam coisas do tipo:

Cara normal- Coréia do Norte. *coloca um alfinete na Austrália, que tá com nome trocado*
Entrevistador- Coréia do Norte? Por que você acha isso?
Cara normal- Err... nuclear.
Entrevistador- Nuclear?
Cara normal- É.

Isso sem contar o bêbado doidão que quer matar todo mundo e os gangstah que descobrem que a Coréia do Norte é bem maior que a Coréia do Sul. Detalhe:


Enfim, assistam ao vídeo e depois passem lá no DLM pra dar uma olhada na matéria original, que pode ser conferida aqui.

E até segunda-feira \o

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Amarelos, camisinhas e mau gosto

Por Vexille || 00:00:00 || 26 de abr de 2006
Este post vai em comemoração e homenagem à última quinta-feira, quando o caminhãozinho do Sedex me fez uma visitinha. O camarada, em troca apenas da minha assinatura, me deu uma singela caixinha de papelão. Dentro dessa caixinha, enrolado num delicioso exemplar da Folha Universal - Um Jornal a Serviço de Deus, estavam duas obras primas do cinema mundial: Bad Taste e A Camisinha Assassina, enviados por alguém que prefere não ser citado aqui. Valeu mesmo, alguém!



Arte

...

Só pra ser chato e apontar um detalhe, o item 2 do último post do Pedal fala dos tão chamados Slasher Films.

E, pra não ser injusto, vou comentar sobre o post do Atomic, que falou "Agora dêem licença que eu vou bater minha cabeça minha parede e tentar dormir um pouco."
...

Como uma obra do destino, pouco depois de começar a escrever este post, terminou o download de um filme sugerido pelo nosso amigo Atomic. E, posso afirmar com certeza, o filme merece um comentário aqui no Doutor. Uma resenha dessa vez, o resumão de Água Negra foi só pra aquecer.

Todo mundo sabe, mas é sempre bom ressaltar que os japoneses são doentes. Mas este filme consegue atingir o ápice da psicose amarela.



Battle Royale. Ou, em amarelês, BATORU ROWAIARU

A história é a seguinte. O Japão está um caos. As taxas de desemprego estão alarmantemente altas, com 15% da população desempregada (assim como a você, essa parte ativou o lado patriota do meu cérebro. Mas, para a minha desilusão, ainda não estamos tão mal quanto o Japão do Battoru Rowaiaru). 800.000 estudantes leram o meu post e estão gazeando freneticamente, enquanto as taxas de criminalidade juvenil aumentam sem parar.

Eis que os adultos, com medo dos garotos, aprovam uma nova lei: o ATO BATTLE ROYALE. O conceito é simples: todo ano, haverá um sorteio imparcial, e uma classe qualquer será escolhida para a Batalha Real. Eles são levados a uma ilha deserta e as regras são dadas: cada um deles receberá uma mochila com provisões e uma arma, e eles terão de se matar, até que só sobre um estudante vivo. Se houver mais de um sobrevivente dentro de três dias, todos serão mortos.

As armas vindas nas mochilas são aleatórias, para aumentar o fator surpresa, e variam de sub-metralhadoras a foices até LEQUES. Os otakus de plantão sabem que alguns animes têm uma guria qualquer que usa um leque pra dar uma porrada em alguém que tenha falado merda. Mas, provavelmente, também sabem que um leque de papel não surte o mesmo efeito na vida real.

Para aumentar o SUSPENSE, a classe conta com dois novos alunos mal-encarados, que foram recentemente transferidos.



Kawada e Kiriyama

Mas, decepcionante, logo descobrimos que um dos dois — o Kawada — não é do mal, e sim o "cara fodão que tá ali pra ajudar os personagens principais" (o que pode parecer estranho, já que todos deveriam estar se esfaqueando), pra dar aquele toque de clichê.

Já o Kiriyama, que entrou no BATORU ROWAIARU como voluntário, está ali pela carnificina. Ele consegue uma sub-metralhadora com cheat de munição infinita logo no começo, e esqueceram de avisá-lo que ele não é o Highlander, conseguindo até ser imune à stun guns (também conhecida como "aquela arma de choque", como me salientou meu amigo Kid, profundo estudioso da cultura anglo-saxã). Mas isso não é ruim, dá aquele toque Jason Vorhees à película.

Para aumentar a psicose, o filme conta ainda com um contadorzinho delícia que aparece de tempos em tempos, para nos informar de quantos participantes ainda restam vivos.

Há ainda um bônus! Entre os participantes, está ninguém menos do que GO-GO YUBARI, que, apesar de não usar uma morning star no filme, continua dilacerando garotinhos cheios de hormônios que querem dar umazinha com ela.



"E você é a Mamba Negra."

O que o filme tem de ruim:

As atuações de novela da globo está no sangue da maioria dos coadjuvantes do filme.

O roteirista era fã doente de animes de menininhas colegiais. Pra quem não conhece, as histórias desses animes geralmente giram em torno de menininhas que são apaixonados por um colega de classe, mas não têm coragem se declarar pro cara até o último episódio. E é justamente assim, praticamente TODOS os guris do filme são apaixonados por alguém da sala, nunca falaram sobre seus sentimentos, e só se revelam (no bom sentido, é claro) pouco antes de morrer.

Isso me lembra de um detalhe trash da película, o timing da morte dos personagens. É uma coisa linda. O mais típico é o cara sempre morrer depois de se declarar, ou depois de falar uma frasezinha legal. Chega ao cúmulo de um cara ser metralhado, cair no chão, depois levantar pra atender o telefone, comer um biscoitinho e dizer "o último. Tavam gostosos, os biscoitos", e morrer no segundo seguinte.

Mas, é claro, isso só contribui ainda mais pro STATUS trash do filme, assim como detalhes como uma gostosa psicótica matando as amiguinhas, e um hacker demoníaco que consegue digitar 10 linhas de código C PLUS PLUS por segundo.



A psicose atinge novos patamares

Meu veredito: 3 polegares para cima. Uma película bastante divertida quando se quer desligar o cérebro de histórias cheias de intrigas, conspirações, estratagemas e tramas complicadas para curtir um filminho divertido cheio de vísceras e carnificina. Ainda mais quando tem aquele toque de psicose amarela.

Penetre na cultura trash você também e assista essa delícia de filme.

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Você percebe que é um filho da puta sem sorte quando...

Por yusanã || 13:24:00 || 24 de abr de 2006
...resolve dar uma festa para todos seus amigos e passa mal no mesmo dia. Enquanto todos se divertem lá fora, você corre para o banheiro aliviar a pressão interna.

...sai do computador para assistir o 'Campeonato Mundial de Poker' no Sistema Brasileiro de Televisão e porra da transmissora local sai do ar no meio do jogo. Alguém aí pode me dizer quem foi que ganhou ontem?

...mesmo passando a vida toda sem ter ficado com uma menina sequer, acorda com a boca cheia de herpes e não consegue nem almoçar de dor. Nem a porra da minha flauta eu consigo tocar.

Sério, alguém aí me responde: por que diabos eu ainda não me matei?

Ah, isto não é um post de verdade. Foi só para desabafar. O super-mega-hiper post do Vexille vem mais tarde.

Agora dêem licença que eu vou bater minha cabeça minha parede e tentar dormir um pouco.

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Oh, que terror!

Por Lipedal || 00:48:00 || 23 de abr de 2006
Ao que me parece, Xile viajou sem deixar recado nem nada assim, então teremos que nos contentar com um tapa-furo no lugar do super-hiper-post que ele tava preparando. Paciência.

Ontem fiz uma sessão de filmes na casa de um amigo, como manda o Item 2 do Guia das Férias Prolongadas. Resolvemos variar e pegar um filme de ação juntamente com os tradicionais terror e comédia. Os filmes foram 13º Distrito, francês, que vale pelas cenas fodásticas de Parkour; Terra dos Mortos, terror trash de George Romero, com zumbis e tal; e Ilha do Pânico, o filme de comédia que foi o que mais deu medo dos três.

Conversando com um amigo sobre os diferentes tipos de filme de terror, chegamos a algumas conclusões que provavelmente todo mundo já chegou, mas eu só me liguei ontem.

1- Os filmes japoneses (ou com roteiro japonês) geralmente envolvem espíritos, garotas mortas e coisas bizarras como uma água negra, um fantasma que sai da TV ou um tufo de cabelo descendo pelo canto da sala. Creio que isso se deve ao fato dos japoneses serem mais místicos, acreditarem nessa coisa de espíritos que voltam e tudo o mais, ao passo que...

2- Os filmes americanos não têm tanto misticismo, e sim psicopatas doidões que gostam de dilacerar jovens chapados por puro prazer. Há a variável "assassino pseudo-moralista que foi vítima de chacota na sociedade e/ou tem um câncer mortal e quer dar uma lição de vida para os jovens chapados, o que no fim acaba sendo uma tentativa tonga de colocar uma moral em um filme de terror com mortes bizarras", mas dá na mesma. Tudo fruto de uma sociedade torta controlada pelo medo, que quer colocar na cabeça de seus cidadãos que em toda floresta reside um maluco com um facão. Então compre tudo o que você quer agora e viva a vida, afinal em qualquer esquina pode haver um maníaco te esperando. Mas não é só de serial killers que vive o terror americano, há também...

3- Os filmes de zumbi. O terror se aproxima, eles são cada vez mais, eles não falam sua língua mas representam um perigo iminente para a cidade, para o país, ou quem sabe para o mundo! Provavelmente a idéia surgiu com o medo dos comunistas, mas e agora? Imigrantes ilegais? Mexicanos? Vai saber o que se passa na cabeça de um cineasta gringo, ou de um blogueiro brasileiro paranóico.

Em decorrência dos fatores acima, pode-se chegar à conclusão que filmes japoneses assustam, enquanto os americanos são um amontoado de tripas e ketchup distribuídos aleatoriamente da forma mais bizarra possível. Xile me falou de um filme tailandês, "Espíritos - A morte está ao seu lado", muito assustador de acordo com ele. Tenho que ver esse aí uma hora dessas. Enquanto isso penso em um roteiro de filme de terror que saia dos clichês garota morta/psicopata incompreendido/zumbis à solta. Talvez uma espécie de terror psicológico... Esses dias tive a chamada Paralisia do Sono pela terceira ou quarta vez e, lendo depoimentos sobre esse distúrbio, me veio à mente uma idéia pra filme de terror.


"A paralisia do sono corresponde a um estado não usual de consciência no qual atingimos lucidamente o limiar entre a vigília e o sonho. Em outras palavras: nossa consciência se encontra em um ponto limítrofe entre o mundo vígil e o mundo onírico."

Um homem acorda em uma cama rústica, no meio de um quarto igualmente rústico, sem fazer a mínima idéia do porquê de estar lá. Ao seu lado, um triciclo e alguns Comandos em Ação. Uma velha aparece à porta do quarto, mas em um piscar de olhos a imagem se dissolve e dá lugar a um pôster na porta. O homem limpa a testa, suja de sangue, que dói como se tivesse recebido uma pancada há pouco.

Ele se levanta e vê fotos na cômoda, todas em preto-e-branco. Há um retrato de um homem beijando uma moça, ao lado de um garoto banguela. O espelho lhe diz que o cara da foto é ele próprio, e então flashes de memória lhe vêm à mente. Ele fecha os olhos e lembra de um menino feio e gordo lhe acordando no meio da noite, uma mulher dizendo que está com dor de cabeça, um caixão vazio em pleno enterro... Que imagens seriam essas? Quem seriam aquelas pessoas?

O homem abre os olhos e está novamente deitado na cama. Ele ouve um choro de criança no pátio, um garoto clamando pelo pai, uma esposa atarefada correndo da cozinha para o quintal desesperada. Ele tenta levantar-se, mas seu corpo parece grudado na cama. A porta abre sozinha. Os barulhos param. Ele ouve gemidos no quarto ao lado, enquanto a mesma velha de antes aparece na porta, de cabeça baixa. O homem grita, mas não consegue se mover. Ele sente a mulher sentar-se sobre seu peito, tirando-lhe o fôlego. Tudo gira ao redor dele, enquanto seu corpo parece flutuar carregado por alguém. Sua cabeça choca-se contra a parede, e então o homem percebe que está sendo torturado pela velha desconhecida.

Ele está novamente na cama, assustado, mas dessa vez deitado contra a parede. Ele ouve a porta fechar-se no outro lado do quarto, mas continua sem conseguir mover um dedo. Passos lentos se aproximam. Ele sente uma mão flácida tapar-lhe os olhos e beijar-lhe a boca. Quando finalmente o homem consegue se desvencilhar, vê à sua frente a Dercy Gonçalves pelada.


Sensacional, dava até pra incluir a tradicional cena de sexo lésbico, com Hebe Camargo beijando a Dercy Gonçalves. Tá certo que é um curta-metragem, mas diz aí se você não se cagava.

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Hospitality Club

Por yusanã || 21:20:00 || 20 de abr de 2006
Você adora conhecer pessoas de outras culturas? Você ama viajar? Você se sente bem ajudando outras pessoas? Então, este é o lugar para você estar!

Esse é o lema do Hospitality Club, o clube com a finalidade de oferecer um meio de comunicação para os viajantes do mundo todo.

Funciona assim: você se cadastra e deixa no seu perfil público todos os dados referentes à você e sua moradia. (Dados verdadeiros é claro, não queremos que isso se transforme em um segundo Orkut, não é verdade?) Mais tarde, quando outro membro do Clube da Hospitalidade precisar viajar para a sua região, ele procurará pelos arquivos do site e facilmente encontrará você e todos os outros membros da sua cidade dispostos a dar pouso à outrem.

Logicamente, isso também funciona para você. Suponhamos que você precise passar uns dias em Stockholm, Sweden? Existem 331 membros do Clube da Hospitalidade dispostos a abrirem as portas de casa para você por alguns dias! É só questão de umas poucas trocas de e-mails e quiçá em alguns dias você estará dormindo na casa de um ariano gente boa. Com um pouco de sorte a irmã dele depile as axilas, tenha a mente aberta e adore novas experiências, que tal?

Enfim, apenas por curiosidade mesmo resolvi criar meu perfil no site para ver como tudo funciona. Me espantei com a pouca quantidade de brasileiros por lá. Todos dizem que somos um povo hospitaleiro mas encontrei apenas 4000 brasileiros, o que pode ser muita coisa para o solitário membro Botsuanês, mas é pouquíssimo comparado com os 26000 alemães. Na verdade eu não deveria estar reclamando, daqui a pouco o Brasil descobre o site e começa a disputar para ter mais de 50% do total de usuários e fode com o sistema todo. É melhor deixar assim que a coisa ainda funciona.

Porém divago.

O que eu ia dizendo, é que fiquei impressionado como os europeus confiam uns nos outros, é muito normal navegar pelos perfis alheios e encontrar pessoas que já passaram pela casa de outras 5 famílias e ler os depoimentos de convivência de todas elas. Para nós que temos medo até de abrir a porta de casa depois que escurece, a simples idéia de oferecer um quarto para um total estranho é impensável. Ou pelo menos era até hoje de tarde quando recebi o seguinte e-mail:

Hola

soy Manuel Iglesias, de Argentina

y ando viajando por sudamerica hace 2 meses ,

actualmente estoy en Pelotas

y en 10 dias voy a Chapeco

quisiera saber si puedo contar con su hospedaje

muchas gracias.


Porra, eu me cadastrei só por curiosidade! Não era para levar a sério! Nunca imaginei que houvesse algum ser com vontade de passar alguns dias em Chapecó! Acreditem em mim, não há nada para se ver aqui além de porcos, vacas e barracas de churros espalhadas por aí. A cidade é uma bosta completa, desde as atrações turísticas até o povo colono.

A merda estava feita. Eu ofereci minha casa, e agora alguém resolveu usufruir dela. No começo eu achei a idéia do site fantástica, mas agora que a batata veio pro meu lado eu estou com medo de acordar com a barbicha de um argentino roçando minha nuca enquanto durmo. Olhem só a cara de pedófilo-assassino desse adorador do maradona:

Free Image Hosting at www.ImageShack.us
"Nunca confie nos cabeludos", minha vó dizia.


Enfim, leitores. O link para o site está aí. Cadastrem-se lá e me ajudem a tomar essa decisão. Será que é seguro? Devo oferecer casa, comida e roupa lavada para esse vadio? Ajudem-me!

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Guia das Férias Prolongadas

Por Lipedal || 13:50:00 || 19 de abr de 2006
Como muitos amigos sabem, estou tendo férias prolongadas, devido à greve que teve na minha futura faculdade no ano passado. Minhas aulas começam na metade de maio, e já é desde 14 de janeiro que não pego em um lápis. Depois de alguns meses trancafiado em casa bate o desespero, e então você começa a procurar maneiras excêntricas de passar o tempo. E provavelmente isso não acontece só comigo, mas também com os vagabundos em geral, os voyeurs assistindo à consulta aí da janelinha.

E é pra esses, os nerds incuráveis que já estão gritando "aaaaaaauuuuulaaaaa, ahhhhhh", que estou fazendo esse pequeno guia. Talvez não tão pequeno, depende da minha memória. Momentinho, vou lá liberar os doces que comi hoje. Acho que minha mãe tinha razão quando falou que não era bom acabar com a cesta tão rápido.

Deu.

1- Acampe no salão de festas

Se você mora em um prédio com salão de festas, de preferência externo, essa é uma boa opção. Não leve videogame, computador, TV, essas coisas aí. Em vez disso, leve algum jogo de tabuleiro, um livro de historinhas de terror, um violão e uma câmera. Se você for suficientemente idiota, leve umas máscaras e grave um cover de Sweet Child o' Mine. Uma jujuba pra quem acertar qual desses eu sou. Dica: tô usando máscara verde.






2- Faça uma sessão de filmes na casa de um amigo

Pois é, esse item é parecido com o anterior, com a diferença de que dessa vez vale usar coisas high-tech como a TV. Recomendo pegar um filme de carnificina, um de terror mais amedrontador e um de comédia pra alegrar todo mundo antes de voltar pra casa. Você voltará cerca das 5 da manhã, então é legal não estar lembrando do Toshio ou da Samara quando estiver sozinho no corredor do prédio.

Para dar mais graça, lembre-se de levar mais uns dois amigos cagões. Somando você e o dono da casa, serão quatro. É suficiente pra escoltar o pessoal de volta aos apartamentos. Além disso, é altamente recomendado que seu amigo more no primeiro andar do prédio, ou em uma casa assustadora, e que a porta da varanda fique abertona, pra deixar entrar um ar naquela noite medonha de tempestade. Legal demais, gente.

Na primeira sessão dessas, assistimos O Massacre da Serra Elétrica, seguido por O Chamado e Dias Incríveis. Todos meia-boca. Na segunda vez pegamos Cubo Zero, O Grito e Eurotrip. Achei bem bons, apesar de eu não gostar de carnificina nem de terror e nem dessas comédias adolescentes. O lance da coisa tá em voltar pra casa ofegando, ligar todas as luzes do apartamento e tentar dormir sem fechar os olhos, com medo do que possa aparecer do outro lado das pálpebras.

3- Brinque no barro

Aposto que você não faz isso desde os 7 anos de idade. Caso seus pais tenham tomado todos os cuidados necessários, você nunca pegou uma gripe e tudo o mais, tu não sabe o que é bom. E melhor ainda quando você tá sem nada pra fazer há uns três meses, acabou de dar um toró e você chegou atrasado pro banho de chuva. Tire a camiseta, arregace a bermuda e vá bater uma pelada no campinho embarrado.

Em menos de dois minutos todos estarão com os pés pretos e começarão as safadezas do tipo "o mais limpo no fim do jogo vai tomar um banho de barro". E então o jogo dá lugar a um show de lama sendo atirada para todos os lados, até que vocês se cansam e resolvem fazer arte com a terra molhada.


Enquanto vosso amigo magro, feio e medroso posava para fotos tiradas do quarto andar, os amiguinhos davam uma volta na quadra cumprimentando velhinhas. Um dos meus amigos tentou delinear seus músculos com barro e acabou desenhando uma bela de uma cópula no peito. O negócio ficou tão legal que até a mãe dele gostou. Outro desenhou o Bad Boy, aquele dos cadernos que todo mundo queria ser na quinta série, e o último fez um monte de riscos e não conseguiu nada que prestasse. Acabou jogando água no desenho dos outros por desgosto, e denominando seu peito de "pintura militar". Blé.

4- Fuja da polícia

Começa com uma inocente festinha de fim de ensino médio. Depois do barulho estar atrapalhando os vizinhos, o pai do dono da casa resolve que a festa devia ser feita na chácara dele. Temos cerca de 10 meninos e 10 meninas. Nada mais óbvio que encher uma caminhonete com 10 de cada vez e fazer duas viagens. O que o Lipedal aqui não sabia é que a polícia não gosta disso.

Amigo: Puta merda, os porco!
Felipe: Que que tem?
Amigo: A gente tá empoleirado em 10 aqui nesse carro, o pai do Diogo vai se foder!
Felipe: ... [pensamento interior: me ferrei]
Amigo: DOBRA NESSA! DOBRA!
Outro: Filho da mãe, não dobrou!
Amigo: TODO MUNDO PULA! TODO MUNDO PULA!

E da cabine do veículo a voz grave e calma do pai do Diogo: "Ninguém pula". Todos suando frio, e o carro da polícia chegando perto.

Amigo: TODO MUNDO PULA!

E todo mundo pulou.

Nos escoramos na primeira parede que apareceu do lado da caminhonete, puxamos o refrigerante e ficamos fingindo conversar. Claro que a polícia estranhou um monte de adolescentes com sorrisos amarelos e conversando coisas como "ah, ontem?" ou "então, vai sair o negócio na escola?", e o mais esperto da turma já sacou que os porco iam dar a volta na quadra pra pegar a gente com o pau na mão. Astutamente, fomos caminhando até o posto mais perto, pra depois subir no carro e ir para a chácara. Lembrando agora, não notei a presença de um colega na festa. Quando se tem 10 machos ensardinhados na caçamba de uma caminhonete, não se percebe muito bem quando alguém fica pra trás.

5- Conte a história anterior começando com "ontem deu altos rolos, fugi da polícia e tal"

Creio que esse é auto-explicativo. De preferência diga que três viaturas perseguiram a caminhonete, que se embrenhou num banhado no qual vocês tiveram que ficar quietinhos até a poeira baixar. Um helicóptero também seria um fator interessante. E o amigo perdido teria sido vítima de um tiro da polícia. Pronto, diversão garantida nas rodinhas de amigos.

6- Aprenda Bittersweet Symphony no violão, toque incessantemente e repita comigo: "palheta é coisa de boiola"


Essa meu dedão aprova. Pra quem não sabe o que é Bittersweet Symphony, upei aqui. Música lindimais, e com certeza você já escutou. Ela tem um poder muito estranho. Todo mundo que conheço já ouviu ela, mas não sabe onde, não sabe quando. Aconteceu com meu pai, minha mãe, minha irmã, meus amigos do prédio, o Vexille. Incrível.

Mas é claro que você não pode ficar ouvindo ela durante as férias inteiras. Toque-a, é reconfortante.

e---16-19-16-17-14-17--22----22--21----21-
B-------------------------22--------22----

E repita até seu dedo ficar como o meu. É um passatempo legal, assim como os outros itens aqui expostos. Eles servirão pra divertir vocês até o começo das aulas. Se eu encontrar passatempos e criatividade suficiente pra preencher mais um post, a lista de coisas tontas a se fazer vai aumentar. Da parte dos outros vagabundos, só é necessário tentar mesmo sair um pouco do comum com as belezinhas acima propostas. Não tenham medo, toda aquela história de quebrar paradigmas e tal. Agora sai desse PC e vá correr de samba-canção na rua.

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Gazouiller

Por Vexille || 00:00:00 || 18 de abr de 2006
Um dia desses, depois de ter acordado algumas horas mais tarde do que deveria para chegar no cursinho na hora, me aconteceu algo interessante. Ainda meio sonâmbulo, fui descendo as escadas quando o telefone tocou. Bateu aquele desespero momentâneo. Minha mãe descobrir que eu fiquei em casa não ia ser legal. Quando em chego no fim da escada, a empregada atende o telefone. Eu sossego por um instante, esperando que ela não fale nada, quando ela solta:

— Ah, ele tá aqui, quer falar com ele?

Fodeu. Por reflexo, levantei a mão num sinal negativo. Foi quando aconteceu o que eu menos esperava.

— Ahn, espera, ele não tá não. Eu me confundi, pensei que ele tivesse no quarto. É.

Como é que é? Ela tinha acabado de me dar cobertura e deixou por isso mesmo, sem fazer alguma chantagem envolvendo favores sexuais doentios ou minha carteira ficando consideravelmente mais leve? Um mundo mágico de oportunidades tinha acabado de abrir suas portas para mim!

Então me ocorreu. Algo estava terrivelmente errado. O gosto já não era mais o mesmo. A magia estava desaparecendo. Eu havia esquecido todos os princípios da gazeação-arte.

Gazear

do Fr. gazouiller

v. intr.,
     Faltar trabalho ou escola para vadiar ou divertir-se, em função de se obter sensações prazeirosas, orgasmáticas; Faltar algum compromisso;

Vamos, Pedrinho, precisamos gazear esta aula de química orgânica!

O conceito por trás da palavra é simples. Mas o seu significado verdadeiro e PROFUNDO vem se perdendo através das gerações. Assim como a punheta, a gazeação vem perdendo toda a sua graça e magia, aquela ginga marota e jocosa, perdendo o seu posto para a gazeação apática e despreocupada.

A gazeação-arte exige, antes de tudo, planejamento e estratégia. Desde técnicas prosaicas como ligar pro tio da condução e dizer que tá doente — tô com dor de cabeça, passando mal, sabe, acho que não vou poder ir hoje — e esperar que ele não resolva ligar pros teus pais pra passar a história a limpo, até técnicas mais avançadas e ousadas como ir comprar big bigs na barraquinha quando a condução te deixar no colégio, ficar lá até o carro ir embora, e começar a aventura gazeística a partir dali.

Ter o caminho livre na santidade do lar pode pôr tudo a perder na prática dessa arte milenar, por isso é de suma importância ter uma empregada filha da puta montando guarda na porta de casa, com o telefone dos teus pais na discagem rápida. E caso teus pais não sejam separados e sua mãe não seja moderninha e não faça questão de trabalhar para estabelecer padrões mais altos para a mulher da sociedade atual, como pessoa e como profissional, de modo a quebrar antigos paradigmas preconceituosos chovinistas, tu não tens com o que se preocupar, o efeito é o mesmo.

Estando impedido o caminho que te levaria de volta pra casa, tu és forçado a procurar outro abrigo até as doze e meia, entendendo o princípio básico da gazeação-arte: o prazer que vem puramente do ato de faltar uma aula. Contanto que não ocorra uma acomodação, tudo vale a pena. Até mesmo passar a manhã na praça de alimentação do Carrefour.



Mais ou menos como este Carrefour. Só que diferente

Fazer o esquema da ligação pro tio da condução. Sair de casa e dar uma passada na banca de revistas pra matar um tempinho e sacar as novidades; quem sabe, se aproveitar do fato de estar segurando uma revista e com uma bolsa nas costas e de um ponto cego atrás das prateleiras, onde o cara da banca não te vê. Finalmente, partir pro Carrefour e enrolar por lá até depois do meio dia. Este é o itinerário.

Tu imaginas que cerca de 30 corredores de um supermercado iriam te manter entretido por um tempo, mas ficar mazanzeando pela seção de vegetais não faz bem o meu ESTILO, se é que você me entende. Então o que sobra são o corredor dos cadernos e material escolar, a prateleira com joguinhos e CD-ROMs (como o fabuloso Curso De HTML HJ Software) e a parte que tinha os VHS's delícia, como Alien 3. Acho que também tinha uma parte de CDs de música. Será que já existia seção de CDs de música? Acho que sim.

Enfim, a diversão é limitada nos corredores e a mulé do café da manhã (mini cafézinho e micro pão de queijo) só faz o plantão na entrada durante dez minutos pra não gastar muito, então o negócio é se divertir na praça de alimentação do grande Carrefour.

E o que fazer numa praça de alimentação com a maioria das lanchonetes fechadas, o que nem importa tanto, já que tu tá liso? Qualquer coisa é um torvelinho de emoções numa situação dessas, desde rabiscar a parte de trás do caderno com bonecos psicóticos, até ler os novíssimos exemplares de GOOSEBUMPS, ou de alguma revistinha recém-surrupiada.



A Máscara Maldita, em sua versão gringana, um exemplar do tesão em forma de livretinho de terror

Com o tempo tu te acostuma com o carinha da McDonald's te olhando feio. Tá olhando o quê, PARCEIRO? Teu salário mínimo não me assusta.

E ainda rola o fator ADRENALINA, já que tu não tás em casa, e a qualquer momento, o diretor filho da puta pode sacar tua ausência e resolver dar uma ligadinha pra ver se "tá tudo bem". Tudo primeiríssima, meu chapa, agora segura o ovo de páscoa. Ainda há a possibilidade de encontrar um professor casualmente passeando pelo supermercado e te encontrar com roupa do colégio e mochila nas costas.

— Ahn, opa professor. Ah, é que eu tava passando mal e tal, aí não pude ir pro colégio, sabe... — O que é perfeitamente plausível, já que, como todo mundo sabe, garotos da sexta série quando estão passando mal o suficiente para faltar aula, correm pro Carrefour.

(Fato verídico.)

Enfim, espero que este pequeno ode à arte da gazeação sirva para instruir as gerações futuras, de modo que as antigas tradições não sejam esquecidas.

Lembre-se, o importante é usar a imaginação e a criatividade, e não a lábia pra cima da empregada. Guarde a lábia pra levá-la para o quartinho de trás para arrumar suas revistinhas do Cascão.

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Como ficar rico... - Parte II ( Ou zero)

Por yusanã || 16:50:00 || 16 de abr de 2006

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Ok, Sr. Cineasta.

Parte 0 - Argumento

- Sr. Produtor Capitalista, eu tenho uma ótima idéia para um filme!

- Oh, Pequeno e Insignificante Cineasta Hollywoodiano, conte-me tudo!

- Então, eu imaginei uma história sobre uma executiva com o cu cheio de dólares porém desiludida do amor porque seus relacionamentos sempre acabaram de forma trágica. Ainda estou pensando se seu último namorado fugiu com uma anã de circo ou se a trocou pela irmã mais nova, depois eu decido. Aí, durante o filme ela encontra um cara muito bacana e com sotaque inglês que parece gostar dela também. Depois de muitas provações e situações engraçadas eles conseguem finalmente ficar juntos e emocionar a platéia. Que tal?

- Eu já vi milhares de filmes iguais! Tem certeza que é só isso?

- É só isso, sim. Algum problema?

- Claro que não! É perfeito! Quem sabe ainda podemos tentar o Oscar de melhor canção original desse ano!

- Muito obrigado! Não vou lhe decepcionar!

- Agora corra escrever o roteiro enquanto eu ligo para o Hugh Grant ver se ele ainda não completou sua cota de 43 comédias-românticas do ano.

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Satisfeito?

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Como ficar rico escrevendo roteiros mela-cuecas

Por yusanã || 14:54:00 || 15 de abr de 2006
É de conhecimento geral que comédias-românticas só servem para enxer o cu dos produtores de Hollywood de dinheiro. Ninguém faz uma comédia-romântica pensando em criar um filme para entrar para a história, entrar no Top 250 do IMDb e impressionar cinéfilos do mundo todo. O fato é que essas porcarias de filmes fúteis e descartáveis são sempre os que estão arrecadando a maior bilheteria e sempre entre os mais alugados da semana.

Com esse incrível passo-a-passo do Dr. D, você poderá criar seus próprios filmes idiotas e ainda ganhar milhões de dólares com eles!

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Parte 1: O Roteiro


Antes de tudo, você precisa escrever o roteiro para poder convencer algum produtor a bancar o filme para você. Não se preocupe, não vai ser preciso muita criatividade ou trabalho de verdade.

1.1 Personagens

Para começar, nem pense na idéia de criar personagens ‘normais’, utilize exclusivamente esteriótipos. Agora que você já tem o intelectual reprimido, o canastrão babaca e a mulher encalhada, o resto é moleza.

1.2 Introdução

Comece mostrando como a vida sexual e amorosa de seus personagens foi uma bosta durante toda sua vida. O ex-namorado da Betty traía ela com uma prostituta e a mulher do Jackie só se casou com ele pelo dinheiro e vive contratando um cara para limpar a piscina da casa deles, mesmo a casa não tendo piscina. Nessa hora é bom aparecer alguém muito rico, mas triste por não ter uma pessoa ao seu lado. Você mostrará para a platéia pobre que dinheiro não é tudo na vida e todos vão ficar felizes.

1.3 O Primeiro Encontro

Faça isso de uma forma não convencional, os dois nunca se conhecem em uma boate com paquera ou algo assim, eles se conhecem através de um anúncio de jornal, uma batida de carro ou no velório de uma amiga em comum. Lembre-se que você está escrevendo uma comédia-romântica e a plateia precisa soltar alguns risos, mesmo que forçados, de vez em quando.

1.4 A Calmaria

Se o seu filme for daqueles em que os dois só vão dar o primeiro beijo na cena final, um dos dois deve se apaixonar e se imaginar ao lado do seu amor, enquanto o outro pensa um pouco sobre isso, mas ainda não cuidou da papelada da separação e não pode se procupar com isso agora. Porém, se for o tipo de filme em que os dois ficam juntos logo no início mas têm de passar por diversas provações até serem felizes para sempre, faça com que eles namorem escondido por um tempo. A platéia adora isso.

1.5 O Problema Insolúvel

E é nessa hora que o problema aparece. Pode ser a irmã dela que acha que ele só está atrás do dinheiro, pode ser que a família dele nunca aceite uma esposa não-judia na família, aquele namorado canalha resolve voltar para incomodar, enfim, deixe a imaginação correr solta. Ah sim, nunca se esqueça daquela pessoa desagradável e incoveniente mas que todos são obrigados a aturar. O pai ou a mãe de um deles pode servir.Faça os dois, ou um dos dois dependendo do tipo de filme, sofrerem muito por não estarem juntos A platéia deve sentir uma pena enorme deles.

1.6 A Simples Resolução do Probelma Insolúvel

Ela resolve se converter ao judaísmo para casar com ele minutos antes de ele pegar um avião para o Afeganistão aonde ia trabalhar de repórter, ou ele decide minutos antes de entrar no avião que ficar com a Betty é mais importante que o dinheiro. O final "Você Decide" (heh, alguém lembra disso?). Se quiser, faça com que aquele ex-namorado canalha seja pego portando drogas e vá para a prisão. A felicidade estará completa.

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A próximo passo é a gravação. Continuem acompanhando o Dr. D para lerem as próximas partes.

Até lá.

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The Incredible Machine 3

Por yusanã || 18:21:00 || 12 de abr de 2006
[UPDATE 2]

Qual o problema com vocês, hein? É tão difícil entender que para baixar o jogo é necessário clicar no colono ali?

OK. Só porque estou bonzinho. Cliquem aqui para pegarem "The Incredible Machine 3".

[UPDATE]

Aí vai um mini-tutorial para rodar o jogo no Windows XP.

1. Vá até a pasta aonde você extraiu o jogo e clique com o botão direito no arquivo TINWIN.EXE. Depois vá em propriedades.

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2. Siga os passos abaixo e clique em aplicar. Agora é só jogar.

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Olha só. Eu não queria postar isto logo depois que o Lipe postou o TIM 1. Afinal, ele acabou de postar e precisa receber uns comentários e tal, mas como eu acho que esse link interessa a ele também, acho que ele não vai ficar bravo comigo.

Aí esta a versão mais foda do The Incredible Machine. Você não precisará de DOSBox ou porra nenhuma. O negócio aqui é para Windows mesmo. Mó moderno o trabuco.

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Clica aí na imagem para baixar o jogo, porco zio.

Me agradeçam.

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Sobre japas e máquinas incríveis

Por Lipedal || 00:08:00 ||
Tava com medo de fazer esse post. Tô meio enferrujado desde janeiro, e só me vinham idéias de post-diarinho. E, convenhamos, entrar no Dr. D pra ler "hoje eu tava jogando bola e tropecei" deve ser bem chato. Pra fazer diarinho preciso que algo inusitado aconteça comigo, o que não vai ser fácil se eu ficar a semana inteira sem sair de casa. Quem sabe amanhã eu dou uma volta pelo Mundo Real e então sai alguma coisa que preste pra contar pro Doutor. Enquanto isso contentem-se com um pouco de "Lipedal no PC".

Estava a passear pelo FHBD quando vi um tópico com alguns vídeos de máquinas ao melhor estilo do começo de O Castelo Rá-Tim-Bum. Vocês lembram? Uma bola caía, acionava um ventilador, que empurrava outra coisa, que ia descendo e acho que no fim um ratinho entrava em sua casa. Então, um dos vídeos postados pelo nosso amigo oldflattop (que por sua vez achou no Nuke the Whales) me deixou simplesmente estupefato.


Se o vídeo não estiver funcionando, clique nele para assistir no Youtube.

Não precisa assistir inteiro pra ver como esses japas são doentes. O old postou outro vídeo também, mas eu não cheguei a assistir, pois outra coisa ocupou minha cabeça instantaneamente. Alguém lembra de Oficina de Invenções? Era um joguinho lançado pelo Discovery Channel por volta de 98 ou 99, onde você tinha que bolar armadilhas pra ratos, além de montar aviões e carros. Por alguns anos procurei desesperadamente por esse jogo, mas nunca encontrei. Na verdade descobri que havia outro jogo no mesmo estilo, e mais conhecido:


Muitos de vocês já devem ter jogado, espero. Nesse jogo você deve completar tarefas simples como estourar um balão usando objetos não tão simples como um painel solar, um negócio que transforma energia elétrica em energia mecânica e uma gangorra. A questão é que o negócio vicia. Eu tinha achado pra download a versão "Toon" do jogo, há uns tempos, e me diverti muito com as missões ao estilo Tom & Jerry. Ontem eu pedi lá no tópico se alguém tinha a versão original funcionando no XP e... voilá! O bondoso old apareceu com o link para download.

E aqui está ele: The Incredible Machine.

Clique em "Download Now" e baixe o arquivo zip com The Incredible Machine e o DOSBox, arquivo supostamente usado para fazer o jogo rodar em Windows XP. Eu não precisei do DOSBox, na verdade rodei o jogo direto do zip, entrando na pasta "The Incredible Machine" e então em "TIM.EXE". Elaborei um mini-tutorial in-game:


Êita qualidade bem ruinzinha. Mas vocês tão vendo os números, né? Beleza.

1- O objetivo da primeira fase é jogar a bola de basquete dentro dessa "cesta".
2- Essa imagem é o Play do jogo. É aqui que você põe em movimento tudo o que sua mente maníaca elaborou.
3- Aqui fica a lista de itens disponíveis na fase em questão. Só clicar para selecionar algum, e então colocar no lugar certo dentro da "máquina".
4- Essa bola tá no ar. E nesse jogo bolas não ficam paradas no ar, assim como foguetes ou dinamites. Isso significa que ao clicar na imagem do item 2, a bola vai cair e bater na...
5- Gaiola do hamster, que vai se assustar e pedalar, fazendo rodar a esteira. Mas para rodar a esteira, você precisa posicionar uma...
6- Correia, que fica entre a gaiola e a esteira, fazendo-as conviverem juntas e girarem pro mesmo lado.
7- Aqui é o contador de bônus. Os números nele vão decrescendo conforme você demora, batendo um desespero degraçado que bloqueia o pensamento. O negócio é esquecer os pontos, relaxar e gozar.

E essa é a primeira fase do jogo. Conversando com o Vexille, descobri que no lugar do item 5, ele colocou uma rampa. Também funciona. A bola pega na rampa, empurrando a outra bola e fazendo o rato do fim da esteira correr. E isso é outro ponto interessante do jogo: há multiplas maneiras de se completar uma fase. Além de que sempre tem os "pega-ratão", como uma máquina gigantesca, cheia de itens, pra depois de 40 minutos você descobrir que só precisa usar uma bolinha e uma cama elástica pra passar de fase. Fato verídico.

Fiquei hoje das 13:00 às 18:30 jogando esse jogo, tranquei no nível 51 ou 52, por causa de um foguete maldito que insiste em ir pro lado errado. Baixem e divirtam-se, e depois comentem dizendo até que fase chegaram. Espera... JÁ SEI!!! FOGUETE DESGRAÇADO! Falou, vou lá jogar The Incredible Machine \o

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A água que só foi pro cinema pelo sistema de cotas

Por Vexille || 13:35:00 || 10 de abr de 2006
Enquanto você espera a próxima consulta com o Doutor, se delicie com uma resenha cinematográfica na sala de espera.

Quem me conhece (ou se deu ao trabalho de ler o perfilzinho delícia ali do lado) sabe que eu sou um maníaco por filmes de terror, preferencialmente filmes trash. Por isso, eu sofro duplamente quando vejo uma afronta ao gênero como Água Negra.

(Nota: Esta resenha foi feita na base da lembrança, porque eu não vou desembolsar 5 balas pra alugar esta porcaria, nem gastar 700mb do meu espaço em disco só pra fazer uma resenha mais meticulosa.)


Pra começo de conversa, classificar Água Negra como Terror, Suspense ou mesmo Filme Que Dá Sustinhos é a maior filha da putagem da história toda, porque o gênero dessa porcaria é DRAMA. E um Drama muito do sem vergonha. E não digo isso nem porque as cenas de "susto" não te assustam, a menos que tu tenha medo de Goosebumps, e sim porque o fato de que tem um fantasma maligno com poderes de Água Negra e sede de vingança no apartamento compõe 10% do roteiro do filme.

Vale salientar que esse filme é dirigido por Walter Salles, que o fez só de sacanagem, pra poder manchar o nome brasileiro só mais um pouquinho no exterior.

Assim como O Chamado é uma americanização de Ringu, Água Negra é a versão branco-americana de Honogurai Mizu no Soko Kara, que inclusive é do mesmo criador de O Chamado (lembrem-se disso pra uma referência lá na frente). O que me faz tecer uma teoria incontestável: se um filme de terror tiver uma protagonista mulher, o filme vai ser uma merda. Ou no mínimo, medíocre. (Com exceção de O Grito, pelo que o Pedal afirma. Mas ele não tem colhões pra filme de terror, então não boto muita fé.)

Enfim, a historinha singela. Dahlia Sem Sobrenome acaba de se divorciar de Kyle, e está envolvida num processo matrimonial, porque negou dividir a custódia da filhinha Ceci, alegando que o pai morava muito longe (ou num lugar fodido, não lembro), o que levou o senhor Kyle a querer a custódia completa ao molho madeira com entrada de pão-de-alho.



Kyle, o maridão do mal. Ambrose nas horas vagas

Então Dahlia sai em busca de um apartamento para viver uma vida feliz e saudável com sua filha Ceci. Eu quero chamar atenção pra um detalhezinho faceiro desse filme: a guria que faz o papel de Ceci atua, de longe, muito melhor do que os outros atores do filme — o que nos leva a conclusão de que ela vendeu sua alma pra Samara em troca de habilidades de atuação.



Dahlia não tem guarda-chuva. Oh, o drama, o SOFRIMENTO

Enquanto isso, a mulé também procura um adevogado para defendê-la judicialmente contra o ex-marido malvadão, de preferência um baratinho, porque a Dahlia não tem dinheiro nem pra comprar guarda-chuvas. Por sorte, ela encontra um advogado no começo de carreira que é filho da prima da amiga, ou qualquer patifaria dessas, que está disposto a fazer um precinho camarada pra ela.



Advogado semi-coadjuvante fecha negócio, enquanto o negão do fundo planeja dar o ganho do celular do cara

Depois de tentativas frustradas de achar um lugar viável pra morar ("Oh, o apartamento é muito legal, mas não podemos morar aqui, seu dotô, nós somos pobres."), Dahlia encontra o Corretor Safado, que tem o lugar ideal para ela. Ao chegar no prédio, deliciosamente localizado na Puta Que Pariu, o filme nos apresenta ao porteiro/zelador/faxineiro Veeck, imigrante ilegal, o russo mal encarado.

Pra mostrar que Dahlia é, de fato, pobre e só pode pagar por um apê fudido, quando Corretor Safado, Dahlia e Ceci estão indo pro apartamento, o elevador dá uns cacoetes leprosos (também pra justificar umas patifarias que acontecem mais na frente, como a guria ficar presa no elevador por 5 minutos).



O Corretor Safado também tem celular

Eis então que os três chegam no apartamento, e o corretor começa a fazer um tour do lugar. Eles passeiam pelo apartamento, com direito a patifarias divertidas, como a guria ver algum detalhe no meio do nada e olhar desconfiada, porque, como todo mundo sabe, crianças tem um senso apurado para o SOBRENATURAL — são os adultos que não acreditam. Então, o tour chega no banheiro, e o corretor aponta para um detalhe maroto do lugar, "senhora, está vendo essa porta de vidro na banheira? É de vidro REFORÇADO, madame, top de linha! Aposto minhas cuecas que é até à prova de balas!". Nessa hora, aqueles dois neurônios que te dizem que dois mais dois é igual a quatro te fazem perguntar, "por que diabos eu vou querer uma porta de vidro à prova de balas na minha banheira?". Ora, o que fazer se sua casa acaba de ser invadida e você não é Jodie Foster, então não tem um QUARTO DO PÂNICO disponível? Você corre pra banheira.

Depois de uns conflitos com o ex-marido malvado e outras patifarias inúteis que vou relevar, você percebe que já se passou metade da porcaria do filme e nada de sobrenatural aconteceu. Aí o senhor Walter Salles se lembra que, opa, esse filme era pra ser de terror. Então começam a acontecer coisas muito estranhas e fantasmagóricas, como uma goteira no quarto da Dahlia. É. Uma goteira.

Ela reclama com o corretor do mal, que manda Veeck, o zelador da alegria, ir lá fazer um conserto nas coxas. Dali a um tempo, a goteira aparece de novo. Uau, deve ser mesmo obra do ALÉM-TÚMULO.



Ceci humilha a atuação da mãe enquanto se divertem admirando a goteira satânica

Dahler, digo, Dahlia resolve então tomar as rédeas da situação e investigar o motivo de uma goteira tão persistente no penúltimo andar do prédio. Como não poderia deixar de ser, ela não está simplesmente indo no andar de cima ver que porra tá acontecendo pra causar a goteira, ela está tomando o caminho das trevas, indo de encontro ao desconhecido satânico, com direito a musiquinha maligna e corredores escuros do mal.

Ela chega, então, no apartamento exatamente acima do dela, que supostamente estava desocupado, e encontra a porta destrancada. No que ela abre a porta do inferno, o que ela vê? Sim! O apartamento está encharcado de ÁGUA NEGRA! Inundando todo o chão do apartamento e saindo de todas as torneiras, a água negra crioula invade o domicílio.



"Hmmm... Água negra!"

Depois de se divertir no parque aquático que era o apartamento do mal, Dahlia vai atrás do zelador da felicidade, tomar satisfação. O nosso amigo russo diz, então, que isso provavelmente foi obra de dois garotos problemáticos viciados do prédio, que gostam de aprontar brincadeiras desse tipo, e que vai trocar a fechadura da porta.

Entre uma peripécia e outra, Dahlia encontra uma mochila super transada da Hello Kitty quando estava perambulando pela lavanderia, e a leva pra casa. Sendo ela uma verdadeira cidadã modelo, nega o pedido da filhinha de ficar com a mochila, e a dá pro zelador soviético, para que ele tente achar sua dona. Veeck, por ser um cara legal, diz que se ninguém aparecer procurando pela bolsa dentro de uma semana, ela pode levar a mochila.



O corretor dá uma dura no porteiro-zelador. Não vá roubar essa mochila, hein

Depois de algumas cenazinhas enche-linguiça e/ou releváveis, a intrépida Dhalia investiga o apartamento do mal, e descobre que ele perteceu a um casal de russos (!), que tinham uma filha (russa!). A mãe e a filha, Natasha, foram abandonados pelo russo malvado. E, pelo que eu me lembro, um belo dia, a guria desaparece, e depois a mãe foge. Se não for isso, minha versão é melhor. Daí, o filme começa a sugerir que Natasha é de fato a assombração com poderes de água afro-americana.

A maioria dos eventos daí em diante são tentativas pífias de dar um toque de suspense ao filme, como o elevador subindo até o último andar, ao invés do penúltimo, ou descobrirem que a mochilinha da Hello Kitty é na verdade de Natasha (quem poderia ter adivinhado?), ou então uma cena canalha da Dahlia visitando o apartamento das águas e dando de cara com sua MÃE (?) falecida vomitando na privada, depois descobrindo que era só um sonho (pra aumentar o drama, a Dhalia não se dava bem com a mãe, veja você). Então vou pular direto para as cenas finais.

Depois de suas investigações meticulosas sobre o paradeiro de Natasha, Dahlia chega o telhado do prédio. Se você já assistiu O Chamado, sabe que Samara, a menina maligna da TV, morreu afogada num poço. Então. Aí descobrimos que Natasha morreu afogada na CAIXA D'ÁGUA. É o cúmulo da criatividade, gente boa. E não é nem plágio, já que é do mesmo criador, é falta do que fazer mesmo.



=o

Então tá. Dhalia solucionou o mistério das águas negras e da garota russa fantasma, todos podem dormir sossegados agora. Mas espere! Que surpresa incrível, o filme não acabou ainda! A pequena Ceci está brincando tranquila na banheira, enquanto sua mãe faz alguma coisa irrelevante na sala. Então, a guria sai do banheiro com um roupão que, convenientemente, tem um capuz, e senta do lado da mãe. Tudo vai bem, até que a mãe ouve... barulho de torneira vindo do banheiro!

Uma inspeção mais meticulosa por parte de Dahlia revela que a guria ao seu lado é, na verdade, Natasha, que surpresa tremenda. De algum modo esdrúxulo que a minha mente bloqueou, a pequena garota russa diz que tudo que ela quer é que a Dhalia seja sua mamãe. Novamente vemos que o cara que escreveu a história queimou um baseado esperto, se esqueceu que estava escrevendo o roteiro de Água Negra, e escreveu o roteiro de O Chamado. Dhalia nega o teste de DNA no ratinho, e diz que não quer ser sua mãe.

Ora, mas nunca irrite fantasmas de garotinhas russas, pois eles são muito vingativos. Natasha resolve então se vingar na verdadeira filha de Dahlia, que se diverte na banheira. A mãe vai a seu socorro, mas ESPERE! Ela não pode fazer nada porque A PORTA É DE VIDRO REFORÇADO! O FEITIÇO VIROU CONTRA O FEITICEIRO, HÃ!



O vidro, meu Deus. O VIDRO!

Depois de algumas tentativas frustradas de quebrar o super vidro, Dhalia desiste. "Não mate minha filha biológica, fantasma russa, eu serei a sua mãe! Eu serei a sua mãe!". Natasha, então, pára de afogar a melhor atriz do filme e um brilho chega aos seus olhos enquanto ela faz brotar uns jatos de água negra vindos do nada para afogar Dhalia, que vira sua mãe adotiva no mundo dos mortos.

Agora sim, todos vivem felizes para sempre.

Um detalhe bem cafajeste: só de sacanagem, logo antes da morte da mãe, o ex-marido safado e malvado resolve fazer as pazes com Dhalia, só pra aumentar o draminha sem vergonha.

Que esta resenha sirva de aviso. Não veja esse filme. Não assista trailers desse filme. Não olhe para a capa desse filme quando for na locadora atrás de filmes do Alexandre Frota.

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Sim, este é mais um post-diarinho.

Por yusanã || 13:59:00 || 9 de abr de 2006

E a culpa é do Lipedal. Pela ordem das coisas, eu deveria postar alguma coisa agora, mas eu estou muito puto para escrever algo legal. E a culpa é do Lipedal. (Rimou.)

Depois que fiquei sabendo que ele tinha dupla cidadania (italiana e brasileira) resolvi pesquisar e saber um pouco mais sobre meus ascendentes italianos. Não para saber coisas do tipo ‘oh, então foi lá que meu bisavô nasceu’, ‘ahhh, foi atrás daquela cerca que meus tataravós foram flagrados fazendo meu bisavô!’ ou ‘e era ali que seu avô largava os dejetos da família quando a fossa enxia’. Não foi para nada disso, eu só queria saber se eu também tinha direito a dupla cidadania.

Sendo assim, comecei minha pesquisa pelo meu próprio pai, que não soube me dizer nem aonde nasceu o pai dele e me mandou conversar com minha avó. Segui o conselho, e esta demonstrou que sabia tampouco como meu próprio pai. Por fim, minha lista de familiares conhecidos se mostrou tão útil quanto um casaco de pele de texugos num dia de 43º C em plena praia de nudismo.

Como sempre, os seres humanos demonstraram-se pífios e eu fui obrigado a fazer o que deveria ter feito logo no começo: recorrer a Deus. E até mesmo eu, que além de ascendência italiana, também tenho parentesco direto com Odin, sei que o único Deus que funciona nessas horas é o Google.

E este NUNCA falha. Taí a prova:

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Este deve ser meu Tacaralhoavô, ou algo próximo disto, estou com preguiça de contar as gerações. O importante é que eu realmente tenho direito a dupla cidadania, pois meu Tataravô é de Cremona, na Itália.

Só por curiosidade: um Papa qualquer que não foi de nenhuma importância e um tal Stradivari também nasceram lá.

(Esta é a hora que vocês dizem “É mesmo? Grande bosta!” e eu fico triste.)

Voltando ao assunto, depois que descobri que também poderia ser cidadão italiano, recorri novamente a Deus para descobrir o que seria necessário para reclamar a mesma:

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Porra, eu tenho preguiça de pesquisar até mesmo no Google, e agora teria de correr atrás de todos essas documentos em papel de verdade!

(Esta é a hora que vocês dizem “Hahaha, se fodeu!” e eu fico triste de novo.)

Eu ainda não estava completamente desanimado. Uma parte não-vagabunda de mim ainda dizia que valeria a pena procurar por tudo isso, mas felizmente essa parte parou de enxer o saco da parte vagabunda depois que leu isso:

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15 anos?!

Puta que pariu! Ah, Itália, vai tomar no cu. Não quero mais ser um cidadão Ítalo-Brasileiro, é muita má vontade de trabalhar desses consulados, viu. Daqui a 15 anos eu já pretendo estar morto, sei lá, só não quero é ter que montar um calendário e escrever "Faltam 5430 dias para eu poder botar minha bunda no gelo italiano".

Se um dia precisar ir para a Itália, arranjo visto de turista e depois fico por lá ilegalmente, é bem menos trabalhoso.

(Esta é a hora que vocês vão até os comentarios e dizem "Que post de merda!", mas eu não vou ficar mais puto da cara do que já estou.)

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Briga estranha com gente esquisita, eu não tô legal

Por Lipedal || 14:08:00 || 7 de abr de 2006
Doutor, sempre fui meio cagão em matéria de brigas ou coisa do tipo. A única vez na vida em que briguei saí com uma bolha na testa, do tamanho do meu joelho, latejando durante umas duas semanas. O cara fazia judô e tal, e eu acreditei na boa vontade dele quando fui correndo pra socar as costas do infeliz. Teve outra vez em que rolou briga numa festa. Tentei apartar, mas meus 50 e poucos quilos não me deixaram ficar parado no chão. Voei pro canto da sala, enquanto lá no centro voavam enfeites de cristal, copos, garrafas, cadeiras, mesas, camas. Um dos machões saiu sem um pedaço do couro cabeludo, ameaçando matar o outro. A casa foi trancada e eu fiquei lá tremendo por algumas horas. As meninas mais frescas da turma tentavam me tranqüilizar com água e açúcar, pra se ter uma idéia.

Mas segunda-feira aconteceu algo interessante, diferente. Estava eu voltando da rodoviária, descendo uma avenida, quando duas caminhonetes passaram zunindo do meu lado. Caminhei uns metros mais e POU, ouvi um barulho de batida. Olhei para ver o que tinha acontecido, e a caminhonete de trás tinha arrebentado a fuça na traseira da outra. Uau, que doido, nunca tinha visto uma batida! Continuei andando, mas olhando para trás, pra ver como eles iam se acertar. Mas eles não se acertaram. Aconteceu o que eu não esperava: a de trás bateu e continuou andando, levando a da frente em direção à calçada. Alcança esse papel aí, doutor. Mais ou menos assim:

A essa hora eu já tinha parado pra assistir. A caminhonete de trás só podia estar com algum problema no freio, no motor, sei lá. Mas só pra divertir as velhas fofoqueiras mais um pouquinho, a da frente parou bruscamente, e de dentro dela saiu um careca segurando um pedaço de ferro de um metro de comprimento. Tá bom, mentira. Eu tava a meia quadra de distância, como ia saber que tinha um metro? Mas era mais ou menos desse tamanho, talvez um pouco maior.

Nesse instante o de trás já tinha saltado pra fora, usando a porta como barreira. E te digo, se não fosse ela eu teria visto o milagre da multiplicação se aplicando à cabeça do cara. E não ia ser bonito. O careca provavelmente tinha assistido Matrix Reloaded na noite anterior, e agora agitava aquela barra desesperadamente. O outro deve ter tomado umas nos dedos, mas enfim conseguiu segurar o ferro e se deitar por cima do berserker. Ficaram rolando na rua durante algum tempo, e então foram pra grama no meio da avenida, sempre em meio a chutes e cabeçadas, enquanto seguravam o cano (cano, ferro, vou saber?). Eu olhava aquilo meio arrepiado, sem saber se era certo ficar assistindo sem tentar apartar, chamar a polícia ou algo assim. Mas afinal eu tava a meia quadra de distância, tinha gente encostando nos caras e não faziam nada.

Finalmente alguém macho na multidão resolveu apartar: uma velha (?) foi incrementar a coreografia batendo nos dois (??) com um rolo de amassar pão (???). Imagine você voltando da rodoviária e presencia uma caminhonete encoxando outra, depois um cara saindo com um cano de dentro do automóvel, e agora uma velha com um rolo de amassar pão se atirando aos homens! E o mais estranho é que nenhum (ou quase nenhum) carro passou pela rua durante a treta. Já assistiu O Show de Truman, Doutor? Muito esquisito. Acho que tô com princípio de paranóia depois disso. Aquilo aí no canto não é uma câmera? Esquece.

Havia também dois cachorros admirando a cena. Um deles corria dum lado pro outro esperando que alguém desse atenção pra ele. O outro ficava parado no meio da rua olhando pro horizonte. E eis que a polícia aparece! Todo mundo abriu caminho, enquanto a viatura se dirigia a toda velocidade para o local da briga. O cãozinho carente de atenção ficou feliz da vida e começou a correr atrás do carro latindo para seus pneus. E lembra do cachorro olhando o horizonte?

Isso mesmo. A viatura correndo a módicos 100km/h no meio da rua cheia de gente, e o cachorrinho pensando na vida. Pensando agora, talvez ele fosse cego e surdo, e imaginava que a essa hora já tava na calçada fingindo admirar a briga. Coitado. Então a polícia freou, buzinou até o carro fazer bico e só depois disso o cachorrinho saiu, bem lentamente. Todo mundo na rua soltou um suspiro de alívio.

Os policiais estacionaram, saíram do carro e logo a briga acabou. Os machões agora pareciam crianças dizendo "mãe, ele me inticou!", sério. Se apontavam e gritavam: "foi ele, foi ele!". Aí a coisa ficou sem graça, porque isso eu vejo em casa todo dia. Fui saindo. O engraçado é que fui o primeiro a sair da cena do crime, o resto ficou lá, e mesmo assim a avenida inteira já tava sabendo da história e da vida dos caras. Se bobear já tinha gente floodando o Orkut deles. Passei na frente de uma casa e uma mulher dizia de peito estufado: "ih, esses eu conheço! Tão toda hora brigando, e dessa vez a coisa foi feia, dizque um saiu todo estrupiado". Sendo que eu seria o único provável portador da informação, não sei quem foi que "dizque" pra mulher, e considerando que a casa dela ficava a quatro quadras da briga, não sei como ela conhecia os caras sem nem ter visto quem brigou...

Mas é uma peculiaridade interessante do orgulho humano. Logo todo mundo tava comentando o acontecido como se tivesse apertado a mão dos caras enquanto eles se pauleavam. Uma velha dizia que eram cinco caminhonetes, outra dizia que um avião tinha caído e feito as duas baterem, e ainda outra contava que o ferro era filho dela e o cachorro tinha fugido de casa pra ir apartar a briga. Cada um tinha visto uma coisa, cada rodinha de conversa contava a história de modo diferente.

Mas a minha versão é a certa, doutor. A minha versão é a certa.

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REDRUM

Por Vexille || 01:10:00 || 6 de abr de 2006
Em um buraco no chão vivia um hobbit. Seu nome era Vexille. Bom, esse não era exatamente seu nome, mas era assim que o chamavam. Um observador mais atento iria dizer que 1,80m não é lá a altura que um hobbit teria, mas ele não tá pagando esta sessão, então não tem voz aqui. Enfim, Vexille tinha pêlos o suficiente para ser considerado um hobbit.

Hã? O que é que tem? Eu estou pagando a sessão, não estou? Então vou falar de mim mesmo na maldita terceira pessoa, caralho. Hunf, estragou o clima.

Mas diga, Doutor, o que aqueles dois andaram falando sobre mim? Eu sei que é anti-ético, mas quando o Lipedal estava sendo atendido, o Atomic meteu o ouvido na porta e ouviu a maior parte da consulta, então tu tem que me dar uma vantagem. Como diria Alexandre Frota, "fica tranqüila, que não vem ninguém", pode contar. Tá bom, tá bom, deixa pra lá.

Por falar em Frota, eu posso trazer alguns filmes dele pro senhor assistir. Posso até fazer umas resenhas e tal. Claro que você sabe quem é Frota. Esse home pensa que não tá ligado, mas tenho certeza que você conhece. Eu também consegui um filme novo do Steven Seagal, o homem de uma só expressão facial, "Hoje Você Morre!". Coisa fina. Hoje em dia não se faz muitos filmes verdadeiramente viris. O que é um filme bom de ação hoje? 007? Porra, isso é uma vergonha!

Doutor, não divago, porque já tá ficando repetitivo.

Sabe, Doutor, eu sou meio obcecado com filmes de terror. Acho que o senhor entende bem isso. Hã? Nada, esquece. Enfim, tenho medo de acabar levando essa obsessão para além dos filmes. Falando nisso, estou precisando assistir O Iluminado, tenho que me lembrar disso. Pô, que bisturi legal, esse que você tem aqui. Olha que fio! Sabia que Chucky usou um bisturi pra matar um doutor em Brinquedo Assassino? Hã? Injeção? Tá bom.

...

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Prazer, Atomic

Por yusanã || 11:04:00 || 5 de abr de 2006
Então, Doutor. Para começo de conversa, não acredite em nada do que aqueles dois disserem. Quem? O Lipedal e o Vexille, isso mesmo. São dois loucos de pedra, é sério. Eu ouvi lá da sala de espera aquele nerd falando que eu sou um 'índio maníaco depressivo que acha que é nórdico'. Era só o que me faltava, eu achando que sou nórdico. Eu SOU nórdico, entendeu bem? Rá! Eu fui enviado por Odin para salvar o mundo da hipocrisia cristã! Possuo o "Épico Machado de Thor" e com ele farei justiça por onde estiver! Revelarei a verdade e...

O quê? Descer da mesa? Desculpe, acho que me empolguei.

Ah, está certo, então eu lhe direi o real motivo de minha vinda até o seu consultório: dizem que eu sou problemático, depressivo, maníaco e outras coisas mais. Porém, em verdade lhe digo, é tudo mentira! Um nórdico puro, como eu, não tem problemas desse tipo. E ai de quem disser o contrário! Encho de porrada e quebro cada osso do corpo antes de dar uma machadada certeira no pescoço! Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

Pelas barbas do profeta, acho que acertei minha perna. Por favor, Doutor, pode adicionar o valor da mesa na consulta de hoje, peço desculpas novamente, acho que me empolguei mais uma vez. Enfim, voltando ao que eu dizia: sou um Nórdico perfeito, aqueles médicos é que eram loucos. Riram de mim quando eu disse que seria capaz de fugir de lá. Disseram-me que era o 'Hospital Psiquiátrico mais seguro do mundo, completamente envolto em florestas, e que seria impossível sobreviver sozinho no meio delas ou encontrar a civilização novamente'. Rá! Só para mostrar para eles do que eu sou capaz, escalei o mais alto dos muros e corri mata a dentro, seguido por alguns cachorros dos guardas. Chegaram a mandar até a polícia atrás de mim, dizendo que eu era 'potencialmente perigoso', mas ninguém foi capaz de me encontrar.

Fiquei escondido durante muitos invernos, comendo porcos-do-mato e javalis recém-caçados. Contudo, foi lá que descobri a verdade: era uma noite fria e escura, como se todas as outras noites não fossem frias e escuras na floresta, mas é preciso dramatizar, o senhor sabe. Doutor, divago. Era uma noite ainda mais fria e ainda mais escura que todas as outras, eu acabara de jantar uns cogumelos estranhos e andava no meio das árvores como se procurasse alguma coisa, acabei encontrando ninguém menos que Odin, Deus do Céu, da Terra, de Valhalla e de todos os demais planos espectrais que a mente humana já criou! Ele apareceu em seu trono e me entregou a difícil missão de paganizar todos os incrédulos. Depois, disse-me que usar argumentações e lógica era coisa para ateus, e que seria mais fácil convencer o mundo da verdade se eu matasse todos aquele que não acreditassem em mim. Foi aí que eu consegui essa maravilhosa arma, veja como é linda, Doutor!

Naquela noite ainda encontrei ninfas sedentas por sexo, duendes tocadores de alaúde e até mesmo presenciei uma luta entre texugos e guaxinins malvados. Oh, Doutor! Nunca esquecerei os guaxinins e seus dentes triturando as entranhs dos pobres texugos, que cena horrível! Desmaiei de tanto horror! Quando acordei, estava deitado numa pracinha de uma cidade chamada Chapecó. Creio que Odin quis que minha missão começasse ali. Posteriormente, fiquei sabendo que chegaram até a colocar minha cabeça a prêmio na Noruega, e que iriam pagar em dólares qualquer informação que os levasse até meu paradeiro. Ninguém suspeita que eu esteja no seu consultório agora! Rá!

Doutor, do que o senhor está rindo? Como assim não está rindo? Eu notei um riso sarcástico no canto de sua boca! Ah, claro, eu entendi! Escute Doutor,creio que cometi um erro ao lhe contar tudo isso, mas agora é tarde. Confiei em ti e me desapontei, agora terei que te matar, não posso correr o risco de que essas informações cheguem até a imprensa. Vamos, levante-se e morra como um homem. Agora, Ai! O que tinha nessa seringa? Diga-me, Doutor! Está tudo ficando embaçado!

Pelo calcanhar de Thor! Está tudo preto, eu vou, e , eu, vo , ugh , ...

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Doutor Divago...

Por Lipedal || 12:52:00 || 4 de abr de 2006
Tudo bem? Me falaram do senhor. Você cuida da cabeça das pessoas, não? Pois então, eu e uns amigos... sentar? Não, não, de pé está bom. Como? Ah, certo, eu sento. Então, eu tenho alguns problemas, e resolvi me tratar com o senhor. Amizades problemáticas, aula só começa em maio, tudo se acumulando e eu preciso de alguém pra ouvir minhas bobagens. Chamei dois amigos, se você não se importa. Eles também têm suas peculiaridades, mas acho que um bom psicólogo resolve tudo. Como assim? Não é psicólogo? Você mexe com as cabeças humanas de outra forma? Ah, tudo bem, não importa. O que importa é que com o senhor poderemos desabafar, relatar coisas diferentes do nosso dia-a-dia, de vez em quando posso te ensinar alguma besteira no Photoshop, viu. Ah, Photoshop não te interessa? Não faz mal, o paciente aqui sou eu e de um modo ou de outro você terá que ouvir eu falando de Photoshop. Baixa essa seringa, eu tô calmo! Certo, desculpe. Se o senhor não gosta de computador e essas coisas, meu amigo Vexille gosta de falar de filmes. Sim, sim, filmes! Ah, não gosta também? Mas que diabo! Baixa essa seringa. Bom, tem também o Atomic, meu amigo índio maníaco depressivo que acha que é nórdico. É cada louco que aparece nesse mundo... Vê se pode? Um assiste os filmes de Alexandre Frota só pra gravar as falas do cara, outro acha que é um índio nórdico. Será que só eu sou são nesse mundo? Doutor, divago. O que eu quero dizer é que de agora em diante apareceremos freqüentemente no seu consultório pra dar uma relaxada, e... baixa essa seringa. Doutor, pare! UGH! O que diabo esse negócio faz?

- Seus cinqüenta minutos acabaram.

- Doutor, não foram nem cinco...

- Seus cinqüenta minutos acabaram.

- Meus cinqüenta minutos acabaram.

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