Sala de Espera

  • Atomic Garden
    Idade: 19
    Lugar: Chapecó, SC.
    Condição: Frescura.
  • Lipedal
    Idade: 19
    Lugar: Santo Ângelo, RS, no meio da roça missioneira.
    Condição: Demofobia e Nerdice Aguda. Foi ao Mundo Real duas vezes, durante as quais ganhou uns graus de miopia devido à exposição ao sol.
  • Vexille
    Idade: 20
    Lugar: Recife, PE. É o único do consultório que mora numa cidade de verdade.
    Condição: Psicose e Esquizofrenia. Obsessão compulsiva por filmes clássicos de terror brutal e trash em geral.

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Notícia Urgente!

Por yusanã || 02:25:00 || 29 de abr de 2006
Sabe qualé? Tem uns textos que eu escrevi há um tempo atrás, que eu gosto, mas poucos tiveram o (des)prazer de ler. Vou repostar alguns com o tempo.

Obs. 1: O Argentino não retornou o e-mail. Acho que ele ficou com medo do meu machado. :(

Obs. 2: Minhas herpes estão sangrando.

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Olá queridos leitores desse blog. Aqui quem vos fala não é o Yusanã Mignoni, conhecido por vocês como Atomic Garden. Gostaria de dar uma notícia ruim, muito ruim. É com muito pesar que comunico-os que nosso amigo supracitado faleceu. É realmente muito triste, mas espero que ele tenha alcançado o "Céu dos Nerds", e que esteja agora no meio de AMDs Dual Core, Playstations 3, mulheres inteligentes e todas aquelas coisas que sonhamos possuir aqui na Terra.

Creio que vocês queiram saber mais sobre o que aconteceu com nosso amigo. Contar-lhes-ei:

O dia era sexta-feira, mais especificamente dia 28 de abril. Eu e ele tínhamos combinado de nos encontrarmos para jogar video-game. Passamos em uma locadora de jogos e alugamos Winning Eleven 9, não tínhamos muita experiência no jogo, mas achamos que seria legal disputarmos umas partidinhas e tal. Chegamos na minha casa e fomos logo botando o jogo no console, para aumentar a diversão logo comecei a proferir xingamentos ao meu futuro adversário. Sim, um programa nerd mas muito divertido, eu supunha, porém não sabia que o Yusanã levava esse papo de jogos tão a sério.

Jogamos várias partidas disputadíssimas. Parecíamos ótimos jogadores apesar de termos começado a jogar há poucos minutos. Eu ganhava algumas, perdia algumas, tínhamos o mesmo nível, mas Atomic parecia não estar divertindo-se. Toda vez que eu fazia um gol eu me sentia obrigado a levantar e gritar coisas como "Opa, golaço, hein? Se fodeu!" ou ainda "Lá onde a coruja dorme! Te comi sem cuspe agora!". Porra, era para ser um futebol entre amigos, esse tipo de coisa é necessária para aumentar a diversão. Pena que o Yusanã não parecia pensar assim, e ele permanecia quieto o tempo inteiro.

Após um tempo, eu não estava mais conseguindo ganhar dele. Parece que ele aprende mesmo muito rápido. Os placares que antes eram apertados tornaram-se dilatados a favor de Yusanã. Após algumas partidas ele entediou-se e me pediu para jogarmos a Copa do Mundo, parecia-me que ele queria desafios mais fortes. Fui obrigado a aceitar, seu rosto vermelho e a espuma saindo pela sua boca assustaram-me.

Nas horas seguintes, tudo o que fizemos foi tentar passarmos da primeira fase. Acredite, apesar de parecermos bons jogadores, não éramos páreos para a Inteligência Artificial do console. Escolhíamos os melhores times: França, Holanda, Inglaterra, Argentina e o caralho a quatro. Porém perdíamos para toda e qualquer seleção: Austrália, País de Gales, Eslovênia e qualquer outro time de merda fazia 15 gols, xingava nossas mães, ria da nossa cara, cagava no gramado, cuspia no goleiro e ainda saia ovacionado pela torcida.

Tentei conversar com ele, para deixarmos o jogo de lado um pouco. Ele levantou, me deu um soco e disse "Maricas", sentou e pegou o controle de novo. Resolvemos pegar o Brasil, a seleção obviamente mais forte, e que, logicamente, nos daria mais chance de vitória. Dei o máximo de mim, eu queria acabar logo com aquilo. Quem sabe se ao menos passassemos da primeira fase, ele me deixasse em paz. Empatamos os dois primeiros jogos, pode parecer ruim, mas ainda não tinhamos conseguido nem isso. Só precisávamos de mais um empate na última partida para alcançarmos as oitavas-de-final. Estavamos indo muito bem durante o jogo, paramos todos os ataques do adversário, e apesar de não termos feito nenhum gol, estávamos satisfeitos pois sabíamos que o empate era suficiente. No entanto, o improvável aconteceu: Os 43 minutos do segundo tempo, um chute de fora da área acabara com nossos sonhos. Eu tentei conversar com ele, dizer que ainda tinhamos alguns minutos para tentarmos o empate, mas foi em vão. Ele começou a chorar desesperadamente, eu não sabia o que fazer, fiquei abismado. Ele levantou me empurrando, caí no chão e assisti a pior cena da minha vida.

Gritando e chorando, Atomic chutou a televisão de cima da mesinha, fazendo com que a mesma explodisse tão logo chegasse ao chão. Não satisfeito, o desalmado pegou meu Playstation 2 e começou a socá-lo com toda a força. Ele levantou e correu em direção à parede, acertando-a com sua cabeça repetidas vezes, até encher o chão da minha sala de sangue. Já caído, corri em sua direção e o agarrei em meus braços. Ele aproximou a sua boca da minha orelha e pronunciou então o que seriam suas últimas palavras: "Computador ladrão filho da puta..."

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