Sala de Espera

  • Atomic Garden
    Idade: 19
    Lugar: Chapecó, SC.
    Condição: Frescura.
  • Lipedal
    Idade: 19
    Lugar: Santo Ângelo, RS, no meio da roça missioneira.
    Condição: Demofobia e Nerdice Aguda. Foi ao Mundo Real duas vezes, durante as quais ganhou uns graus de miopia devido à exposição ao sol.
  • Vexille
    Idade: 20
    Lugar: Recife, PE. É o único do consultório que mora numa cidade de verdade.
    Condição: Psicose e Esquizofrenia. Obsessão compulsiva por filmes clássicos de terror brutal e trash em geral.

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Já voltei.

Por yusanã || 17:35:00 || 30 de jun de 2006
O que fazer quando a Pontifícia Universidade CATÓLICA pedir a sua religião no formulário de requerimento da Bolsa de Estudos?

Mentir, é claro. Sou católico desde antes de sair do saco do meu pai. E ninguém prova o contrário. Pelo menos até eu estar matriculado.

UPDATE: Certo, ninguém gostou/entendeu a piadinha. Só que eu é que não vou contar como foi minha viagem de novo. Mais uma viagem de ônibus aqui e o pessoal nos mata.

Enfim, só posso dizer que eu derrubei uma pilha no chão do ônibus e ela ficou rolando a viagem inteira. Ninguém conseguia dormir com o barulho e ninguém a achava no escuro. E eu aumentei o volume do MP3 player, afinal de contas uma pilha batendo não é um barulho agradável.

Ah sim, para os Porto-Alegrenses: quem quiser visitar-me, a partir de agosto, é só olhar o endereço aqui. E algum de vocês ainda tem que apresentar-me ao submundo underground da cidade. Quando é que tem show do Júpiter Maçã?

UPDATEDOIS: Caralho, o Doutor está abrindo uns popups marotos ultimamente sem a nossa permissão, e nenhum de nós é uma banda ORRÍVEL sabe como tirá-los. Por favor, não se exaltem com "Oh não, estão vendendo o Doutor!", não é coisa nossa. Se alguém souber como fazer, avise-nos por favor. E aproveitem para assinar com nosso Plano de Saúde. Obrigado pela atenção.

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Considerações sobre o inverno e necessidades fisiológicas

Por yusanã || 13:33:00 || 28 de jun de 2006
Não é segredo nenhum o fato que 90% dos nerds preferem aquele friozinho delícia do inverno ao insuportável calor do verão. Os argumentos são inúmeros e conhecidos por todos, afinal, filmes (ou animes, se você for nerd otaku true), cobertores, pipoca, Fanta-Uva e uma boa companhia formam a melhor combinação já vivida pelo ser humano. Mensagem Subliminar.

Porém não será das vantagens dessa maravilhosa estação que irei falar, mas sim de um problema que temo que atinja a todos mas é sutilmente ignorado pela sociedade machista-capitalista-judaico-cristã-ocidental: cagar no frio é uma merda.

Vamos lá, você está feliz e sorridente na frente do seu computador conversando com seus amiguinhos no Messenger e lendo o último post do Vexille, está frio pra caralho e para se proteger dele você está enrolado num cobertor, vestindo três calças, moletons, blusa de lã, uma jaqueta, luvas, uma touca da seleção brasileira e um cachecol tão comprido que você já deu oito voltas ao redor do pescoço e ele ainda está arrastando no chão, e então começa a tocar aquela sua música preferida. Que maravilha! A espinha chega a arrepiar de felicidade, tudo está bom demais! Porém como um indesejado Testemunha de Jeová que bate à porta no domingo de manhã para atrapalhar seu sono feliz, uma puta vontade de fazer cocô aparece para tirar o sorriso do seu rosto.

E agora? Se você já tinha preguiça de baixar um bermudão durante o verão para dar aquela trambolhada suada e fedorenta, imagine ter que tirar todas aquelas roupas e ainda passar frio durante o ato. E galopante como os cocos migrantes do fiel escudeiro do Rei Arthur, um pensamento subitamente lembra-te da pior parte de cagar no inverno: "A MALDITA PRIVADA GELADA". Uhhh, que terror. Só de pensar em enconstar sua pele lisinha e protegida na louça fria do banheiro você considera que a morte não é algo tão ruim.

"Céus, o que fazer agora? Devo segurar a merda até o verão?"

Calma amigo, é para ajudar pessoas desesperadas e imbecis como você que existem as pessoas com muito tempo livre como eu. Sendo assim, dar-lhes-ei algumas soluções práticas que podem ser feitas sem muito esforço mas têm um ótimo resultado.

Solução Hum - Aproveitando-se das desvantagens femininas:

Ok, a vontade já veio e você não pode segurar o negão por muito tempo. Não se desespere, ainda há salvação, aja com calma e tudo dará certo. Considere os fatos: onde estão as mulheres da casa? Sua mãe, sua irmã e até a empregada velha deve ser levada em conta nesse momento.

"Tá, mas o que as mulheres têm a ver com a porra do meu intestino?"

Lembra a parte que eu te chamei de imbecil? Então, fica quieto aí e presta atenção: diferente de nós homens que precisamos sentar no vaso para cagar no máximo uma vez ao dia, as coitadas das mulheres precisam sentir a frieza sanitária várias vezes ao dia para urinar. Começou a entender, né? Agora é simples, prenda a maravilha até que uma delas tenha de ir mijar. Assim que isso acontecer, corra para o vaso e aproveite a delícia que é o calor humano deixado pela bunda da sua irmã. Pode ser meio nojento, mas funciona se você for rápido e discreto o bastante.


Solução Dois - O Pensador de Rodin

Um pouco mais torturante do que a primeira, o método "O Pensador de Rodin" necessita de muito auto-controle e paciência por parte do cagão. Funciona da seguinte maneira, assim que sentir a primeira pontinha de vontade, corra para o banheiro e sente-se no vaso sem tirar nenhuma roupa. Agora faça a posição do Pensador e permaneça assim por 10 minutos. Essa é a parte difícil, a merda pode achar que você já está despido e tentar sair por conta, mas mostre quem é que manda e concentre-se no seu objetivo como um bom mestre budista. Passado o tempo, você estará livre para arriar as calças e aconchegar-se num vaso quentinho.

Solução Três - Serviço Completo

Essa é mais tranquila e prática. Quando sentir vontade de cagar, vá tomar banho. Não, idiota, não é para cagar no box e empurrar ao ralo. A idéia é ligar é chuveiro bem quente e fazer uma puta fumaceira no banheiro. Depois, como bônus, pegue a água quente e espalhe na tampa do vaso. Quente e aconchegante, mas muito dispendioso e vai contra a natureza. Não recomendo.

Solução Quatro - Não Me Toque

Muito simples também, consiste em basicamente cagar como uma pomba (com o cu voando). Fique erguido o suficiente para não encostar-se na privada, mas perto o suficiente para acertar o alvo. Só o faça se tiver plena confiança de seu equilíbrio e coordenação motora, já ouvi relatos de pessoas que escorregaram um pé no tapete e ficaram na merda, literalmente.

Solução Cinco - Não é Feitiçaria, É Tecnologia

Se você não tiver saco de ficar segurando a merda muito tempo, convencer a mãe a mijar, ficar numa posição ridícula e correr o risco de morrer, temos um aparelho que fará todo o trabalho sujo para você. É um aparelho elétrico muito moderno e útil chamado secador de cabelo. Compre o seu nas melhores lojas do ramo e depois seja feliz usando o secador no assento da privada antes de sentar (ou roube da puta da sua irmã que nunca vai mijar nas horas certas).

Pronto, você já está qualificado para cagar sem congelar a bunda. Apenas lembre-se de não confundir o cachecol com o papel-higiênico e, principalmente, de tirar a luva antes de limpar-se. Depois é só aproveitar o maravilhoso momento e tomar cuidado para não se molhar quando fizer o serviço, mas aí é outra história.

(E desejem-me boa viagem, estou indo para Porto Alegre hoje à noite.)

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Você foi orgazmorado

Por Vexille || 00:08:00 || 27 de jun de 2006
Eu pensei em postar sobre mais uma incrível aventura numa viagem de ônibus, só de sacanagem, mas mudei de idéia. Pra vocês verem como eu sou legal. Mereço até um clique no Adsense, eu diria.

Ao invés disso, vocês serão agraciados com uma portentosa Dica de Cinema do tio Vexille. Depois de ler este magnânico textículo informativo, cheio de manha, daquela ginga marota, que chega na área, dribla o zagueiro, dá um banho do goleiro, chuta pra fora e xinga o Galvão Bueno; depois de ler esta bela peça, seu quociente de cultura será elevado exponencialmente, te permitindo bradar aos quatro cantos do mundo "eu sou culto!", "eu sou fodão!", "meu e-penis, agora consideravelmente alongado, resplandece qual impávido colosso às margens do Ipiranga, impondo medo e respeito em..." e ouvir "então soca essa porra no cu e cala a boca, caralho!". Mas não se deixe abalar.

Certo. Do que eu estava falando mesmo? Ah, sim. O filme.


Em 1997, os criadores de South Park, Trey Parker e Matt Stone, lançaram esta pérola artística e fizeram do mundo um lugar melhor para se viver em 94 minutos de puro prazer. A história é singela: Joe Young é um jovem e inocente mórmon, que está tentando ganhar a vida em Hollywood, tentando converter desavisados ao mormonismo junto ao seu parceiro welder.

Certa feita, os dois vão parar numa casa onde estava sendo filmado o filme pornô Orgazmo, baseado numa revista em quadrinhos. Uma coisa leva à outra, acontece o inevitável: Joe Mórmon é agora o ator principal do filme, apesar de que ele precisa de um "pau dublê", porque mórmon que é mórmon não é muito chegado nessas coisas todas aí.


Orgazmo e Choda Boy, prontos pra qualquer parada

Como é de se esperar, o filme segue muito a linha e o senso de humor de South Park (assim como Baseketball, também de Trey Parker e Matt Stone). Então, se você gosta de South Park, pode ter certeza que vais saber apreciar Orgazmo. E se não gosta, saia deste blog, que tu não és digno do Doutor.

Mas não são apenas o humor refinado e as atuações magistrais que fazem deste filme uma obra de arte digna do Selo Vexille de Qualidade. O que faz desta película um clássico instantâneo, algo para se mostrar aos netinhos durante a ceia de natal, é um pequeno detalhe.


RON JEREMY ESTÁ NELE!

Sim, meninos e meninas, o homem, o mito, a lenda. Mas como eu sei que meu nível de cultura é avançado demais para alguns de vocês acompanharem, eu deixo você ir ali na Wikipedia sentir um pouco da PRESENÇA do astro. E se você gaziava as aulas de inglês no colégio, veja a Wikipédia, que tem bem menos informações e não faz juz ao rei. Confiram ainda o seu AVANTAJADO currículo no imdb.

E está aí. Não faltam motivos pra você levantar a bunda da cadeira do computador e ir na locadora alugar Orgazmo agora mesmo. Bom, talvez tenha, se você for um vadio e estiver lendo isso de madrugada. Então vou facilitar aqui pra tu. Segura lá:

Mininova
http://www.mininova.org/tor/57170

TorrentSpy
http://www.torrentspy.com/torrent/329545/orgazmo

[Update:] É com pesar que eu percebo que o blog não está se tornando tão respeitável quanto nos o idealizamos. Então, eu peço encarecidamente que se pronuncie nos comentários o MELIANTE que chegou no site através do seguinte link:

http://buscador.terra.com.br...Search&query=homens+pelados&first=11

Obrigado.

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Pausa na Aventura para um Self-Owned bonito:

Por yusanã || 02:52:00 || 25 de jun de 2006
Hoje eu aprendi algo realmente importante:

Quando minha neurologista disse que eu tinha sérios problemas de coordenação motora, ela estava certa.

Resolvi seguir um tutorial para "melhorar" o som da minha flauta e, adivinhem só, acabei FODENDO BONITAMENTE com ela. Dá próxima vez eu vou levar a sério os avisos de "se você for um retardado mental, NÃO FAÇA isso sem a ajuda de uma pessoa normal ou você vai acabar jogando sua flauta no lixo reciclável".

E eu ainda gastei uma vela, três fósforos, alguns cotonetes e quebrei um garfo durante o processo.

(Porra, só eu que posto aqui? =/ )

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Grande, Chata e Sem Graça Aventura do Atomic no Mundo Real - Parte 2

Por yusanã || 20:41:00 || 23 de jun de 2006
Certo, vamos pular as partes realmente chatas. Eu acho que vocês estão realmente cansados de ler sobre chatas viagens de ônibus e como elas são definitivamente chatas. Acho que usei a palavra 'chatas' muitas vezes, vai ficar um parágrafo chato de ler.

Capítulo 2 - Do porquê o Atomic Continuar Solteiro

Muitas horas mais tarde, estava eu novamente num ônibus, dessa vez ouvindo Ayreon - The Human Equation num volume consideravelmente alto, quando ouço alguém me chamando ao fundo:

- Ei, psiu, me diz uma coisa: Você gosta de mulher?

Ok, pára tudo. Vamos entender a situação: eu estou sentado sozinho num banco de um ônibus em direção a São José dos Campos, dentro do ônibus estão meus outros dois amigos há muito conhecidos, os dois técnicos de xadrez de Guaíra e mais umas oito meninas que eu acabara de ver pela primeira vez, que faziam parte da equipe feminina de lá. O silêncio toma conta do recinto e todos me olham esperando pela maldita resposta.

Agora, pensem comigo: a primeira vez que você dirige a palavra a uma pessoa desconhecida um pouco de educação e discrição é essencial. Normalmente, trocam-se cumprimentos e falam-se os nomes, para depois a conversa fluir naturalmente a outros assuntos. Ou eu não saio ao mundo real há tanto tempo assim que as apresentações mudaram?

Eu não tenho a menor idéia se aquilo foi uma cantada ou uma brincadeirinha da oitava série que a menina tinha aprendido semana passada durante recreio, mas a primeira frase que aquela moça falou para mim foi realmente "Você gosta de mulher?".

Eu poderia pensar em milhares de resposta para uma pergunta tão vaga como essa. Na verdade, eu poderia divagar por uma madrugada inteira acompanhado de café preto, Júpiter Maçã e uma barra de chocolate Hershey's. Eu poderia,também, ter resolvido o impasse de toda aquela gente com um simples sim ou não. Eu poderia ter pedido onde ela queria chegar com aquela pergunta e tentar mudar o rumo da conversa para algo mais civilizado. Eu poderia abrir o zíper da minha calça, tirar A PIROCA e bater na cara da vagabunda até ela gritar "chega".

Porém, o fato é que eu tinha acabado de sair de uma viagem extremamente cansativa de quase um dia inteiro e o que eu menos precisava naquele momento era de uma guria chata não me deixando dormir. Reuni a pouca força que ainda restava no meu corpo sonolento, tirei os dois fones dos ouvidos, olhei nos olhos da garota e respondi:

- O QUE CARALHINHOS VOADORES TU TENS A VER COM ISSO? VAI CUIDAR DA TUA VIDA QUE JÁ É UMA BOSTA E NÃO ME ENCHA MAIS O SACO, ENTENDEU?


Pronto. Foi mais do que suficiente para causar espanto em todas aquelas menininhas pentelhas que porventura incomodariam-me mais tarde. Antes de recolocar os fones e fechar os olhos para tentar dormir ainda consegui ver as diferentes reações dos presentes, acho até que vi uma lágrima escorrendo no canto esquerdo do olho direito da coitada. Ninguém mandou perguntar-me um absurdo desses às 8 horas da manhã depois de eu ter passado a noite em claro.

Mais tarde, quando paramos pela primeira vez, meu técnico veio me repreender dizendo que eu "fui grosso e peguei pesado com a menina". Grosseiro, eu? Sim, com orgulho. É uma das qualidades que eu mais admiro em mim mesmo e uma das mais divertidas também. Da próxma vez que ela quiser conhecer alguém vai começar com um "oi", eu espero.

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I'm leaving — Well, I'm not

Por Vexille || 21:26:00 || 22 de jun de 2006
Depois de quase quatro anos de atividade e trabalho pesado, meu monitor resolveu que estava na hora de se aposentar. Claro que não é a primeira vez que o infeliz resolve me pentelhar — já precisou ir pra assistência técnica duas vezes. Mas dessa vez ele não simplesmente deixou de ligar ou explodiu, o bichinho foi até bem criativo.


Antes e depois da aposentadoria.

Mas eu não tou reclamando. Sempre foi assim: salvo raras exceções, todos os upgrades que eu fiz no meu computador foram porque alguma porcaria quebrou. E não é difícil acontecer, já que meu computador é meio temperamental. Por exemplo, se eu viajo e fico mais do que 15 dias fora, é 90% certo de que quando eu voltar pra casa, alguma coisa vai estar quebrada no computador. Um HD já quebrou assim, uma placa de vídeo já quebrou assim, um processador já quebrou assim. Nesse último caso tive mais prejuízo ainda, porque também tive que comprar uma placa mãe nova, já que a velha não aguentava processador de 64 bits.

Enfim, chega de reclamar. "Reclamar", porque só bichinhas falam "[/rant]", "[rant mode off]" ou qualquer frescura dessas.

Agora chore de inveja e veja meu novo e delicioso monitor.


Direto do Google Imagens, porque eu sou pobre e não tenho câmera digital. Ajude a contornar esse problema clicando no AdSense ali do lado =o

E sim, este foi mais um post enche-lingüiça. Dois posts consecutivos meus assim, eu sei, eu sou desprezível. Esperem o super-hiper-ultra-mega-post do Atomic sobre sua viagem enquanto eu penso no que escrever.

Pra este post não ter sido totalmente inútil ou só para me gabar pra vocês, assistam essa DELÍCIA de vídeo que me foi indicada pelo Cafetão Cubano.



Link direto no YouTube aqui.

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Grande, Chata e Sem Graça Aventura do Atomic no Mundo Real - Parte 1

Por yusanã || 20:11:00 || 21 de jun de 2006
Prelúdio:

Durante 11 e 20 e de Junho, eu e mais dois amigos fomos convidados por um maluco de Guaíra (SP) para irmos até o estado de São Paulo e jogarmos os Jogos Abertos da Juventude na modalidade Xadrez, assim como fazer outras coisas que não somos acostumados a fazer no meio da roça Chapecoense, como ir a um Shopping, por exemplo. Nosso primeiro destino foi a cidade de São José do Rio Preto e sabendo que eu teria de aguentar mais de 20 horas de estrada armei-me com o MP3 player e muitas horas de música, portanto, outras coisas engraçadas podem ter acontecido sem eu ter visto, ou melhor, ouvido.

Capítulo 1 - A 1ª Maratona e os Motoristas Malucos:

Chegamos até a ENORME rodoviária de Chapecó perto da meia-noite. A cena era bucólica: nenhum ônibus, nenhuma loja aberta e nem uma pessoa sequer, exceto por um velho parado, em pé, no centro do lugar. Assim que nos aproximamos ele nos encarou e perguntou:

- Hmmm, deixe-me adivinhar... Vocês três estão indo para São José do Rio Preto?
- AHMAGOD! Como você sabia? És vidente? Lê minha mão? Vai morrer alguém famoso essa semana?
- O BUSSUNDA! Não porra, eu sou o motorista do ônibus e vocês estão atrasados. Anda logo, merda.
- OK. Sabe mais ou menos que horas a gente chega lá?
- Ih, antes do meio-dia vocês estão lá. Tranquilo.

Nesse momento eu e meus amigos nos olhamos com medo. Afinal de contas, uma viagem Chapecó - S. J. Rio Preto sempre demorou muito mais do que as 12 horas que o maluco do suposto motorista nos disse. Chegamos a suspeitar que ele fazia parte de uma quadrilha internacional de tráfico de órgãos, e estaria nos levando para 'Quiprocó do Chubiruba', cidade esta em que realmente chegaríamos antes do meio-dia. As suspeitas desapareceram quando ele nos levou até o ônibus da Planalto, ele não era traficante, só um pouco estúpido.

Acomodei-me na poltrona 19, puxei o mp3 player e comecei a ouvir alguma música qualquer, meus amigos sentaram nas poltronas 20 e 21 e também puxaram um mp3 player, mas o que eles ouviram não era bem música, ou Guilherme & Santiago pode ser chamado assim?

Passamos a noite apreensivos, esperando que o motorista imbecil fizesse alguma cagada, mas assim que a manhã chegou, e junto com ela o café da manhã e a troca de motoristas, ficamos aliviados. O novo motorista parecia normal, chegou, desejou uma boa viagem a todos, trancou-se na cabine e botou um DVD para o pessoal assistir. O problema é que o animal não sabia que estamos no hemisfério sul, mais precisamente no Brasil, um país pobre, fudido e que tem como língua oficial o Português e colocou o filme com áudio original e sem legendas. A indignação dos passageiros foi quase unânime, já que eu estava muito mais preocupado em ouvir Nargaroth do que assistir Wild Wild West pela terceira vez. O filme ficou naquele estado por uns 20 minutos, até que o motorista entendeu que os xingamentos eram realmente para ele e tentar arrumar a cagada que tinha feito. Aí foram mais uns 20 minutos até o motorista entender que botões apertar para trocar o áudio, e somando com os outros primeiros 20 minutos, os passageiros só puderam assistir o final do filme, que não teria a menor graça, é claro. o segundo motorista também era um imbecil e eu continuei apreensivo. Mas o importante era que ele dirigisse bem, e não soubesse operar os complicadíssimos controles remotos dos aparelhos modernos de DVD, não é mesmo?

Mais umas horas de viagem e paramos para trocar de motorista mais uma vez. Dessa vez veio um motorista normal e parecia que tudo terminaria tranquilamente. Coloquei os fones de ouvido mais uma vez e dormi. Nesse momento eu estranhei que durante as mais de 10 horas de viagem que já havia passado ninguém tinha sentado do meu lado ainda, acho que quem quer que tenha comprado a passagem número 18 ficou com medo de sentar na poltrona quando me viu.

Um tempo depois acordei com um puta cutucão no braço. No começo achei que já tínhamos chego, porém quando abro os olhos dou de cara com um homem forte e fardado me encarando. Não, não era nenhum integrante do Village People, e sim um Policial Federal que estava lá para investigar todos os passageiros:

- Bom pessoal, todo mundo sentado, a gente só quer ver os documentos e as passagens de todo mundo.

E assim foi, cada um mostrava suas passagens e R.G. e estava liberado. Rapidamente, todos estavam livres da garra dos porcos fardados, menos eu e meus dois amigos:

- Aí, cade os documentos?
- Tá aqui ó. Carteira de Identidade e passagem.

Foi então que ele fez a famosa cara "WHAT THE FUCK? YUSANÃ?" e me olhou muito estranho.

- De onde tu é mesmo, rapaz?
- Erm, Chapecó, Santa Catarina.
- Nasceu aqui no Brasil?
- Sim, claro.
- E teus pais?
- Também.
- E como é teu nome mesmo?
- Yusanã.
- Juçanã? Você tem outro documento com foto aí?

É fácil de entender o porquê de ele ter pego no meu pé. Afinal de contas, minha barba e meu cabelo me deixam MUITO diferente da época que eu fiz a carteira de identidade:

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Antes um típico indiozinho da Amazônia, agora um nóridco wannabe escocês.

Entreguei minha carteira de estudante, minha carteira do clube de verão, meu CPF, e nada do filho da puta acreditar que eu era um cidadão normal benéfico à sociedade. Pediu para onde eu ia, por que diabos eu jogava xadrez, cadê as minhas peças e aonde eu já tinha sido campeão. Revistou minha mochila, olhou meus cds me MP3s e deu-se por vencido. Resolveu então ir para meus dois amigos que estavam sentados juntos. Pediu as mesmas coisas para os dois e quando descobriu que eram meus companheiros de xadrez, decidiu revistar as malas também.

- Que é esse pacote aqui?
- Ah, é erva...

O ônibus todo levantou-se achando que no fim das contas realmente éramos traficantes colombianos prontos para espalhar o Diabo pelo Brasil.

- ...mate.

E os passageiros fizeram uma cara de decepção porque não iriam mais ver três jovens sendo presos por porte de drogas. Ainda assim, o policial suspeitou do pacote e deu uma puta cheirada na erva-mate, para tirar as dúvidas que ainda restavam.

- OK, vocês estão limpos.

E saiu do ônibus com uma cara amarrada. Todos aliviaram-se e começaram a fazer piadas a respeito dos policiais. Nesse momento eu descobri que tínhamos a companhia de um cearense chato pra caralho incomodando todo mundo no ônibus, acho que existe alguma lei nacional que não permite que ninguém tenha uma viagem tranquila sem ser incomodado por algum nordestino cabeça-chata. Descobri também que o assento ao meu lado continuava vazio, mesmo como TODOS os outros 45 assentos ocupados, e então que eu tive certeza que se alguém deveria ter sentado do meu lado, preferiu passar o resto da viagem trancado no banheiro aguentando cheiro de mijo e merda do que ter que aguentar o cheiro do meu cabelo.

A viagem chegou ao fim depois de mais algumas horas e estávamos realmente felizes por pisar em terra firme, porém as merdas ainda não tinha chego ao fim. Fomos até o bagageiro e qual não foi nossa surpresa ao descobrirmos que Leonardo havia perdido o ticket de identificação para pegar suas malas. Ele foi obrigado então a usar toda sua sagacidade para seguir com suas roupas:

- Cara, é sério. É essa mala azul aí. É, essa bem grande e tal.
- Hmmm, me diz alguma coisa que tem na mala então.
- Ahhhhhhhhhh, só! Teeeem........ ROUPA!

No melhor estilo Chaves. Só faltou entrar os comerciais. E falou na maior cara de pau ainda por cima. Até as tias da limpeza que passavam por lá na hora da pérola sentiram pena da resposta do coitado. O motorista ficou com uma cara de desprezo tão grande que até largou a mala no chão para chorar. Eu e meu amigos rimos tanto que chegou a brotar mijo nas nossas cuecas.
Nosso recém-conhecido e temporário técnico de xadrez ficou com tanta vergonha que pegou nossas malas e fugiu correndo para o carro.

Começava então a segunda viagem... (Próximo post, seu imbecil.)

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Mimimi.

Por yusanã || 16:57:00 ||
Calma, o post já está saindo. Antes deixem eu me gabar um pouquinho, há um tempo atrás inscrevi-me no ProUni (Programa Universidade Para Todos), que dá bolsas para alunos carentes em faculdades particulares pelo país, e hoje saiu o resultado:

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Estão vendo aquela coisinha verde do lado do meu nome? Sabem o que isso signifca?

Que agora eu dou uma despesa de 1600 reais mensais para o governo, e todo mês um pouquinho dos seus impostos são usados para bancar minha faculdade de cinema no Rio Grande do Sul.

Ah sim, dêem uma olhada nas minhas outras opções de cursos para terem uma noção de como é fácil passar nessa porcaria de ProUni:

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Agora preciso correr atrás de um lugar para morar para não ficar fodido que nem o Lipe. E vocês sabem que eu preciso me sentir amado pois sou um emo carente, quero os parabéns e cliques no AdSense, afinal eu preciso pagar as despesas de moradia ainda.

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Welcome back, Mr. Garden.

Por yusanã || 05:22:00 || 20 de jun de 2006
Porra, vocês sabem o que é começar uma viagem no sábado de tarde e chegar em casa às 5 horas da manhã de terça-feira?

Enfim, eu esqueci de avisar vocês que ficaria longe do mundo internético por mais de uma semana para jogar um torneio de xadrez em São José dos Campos, mas como agora já estou de volta isso não faz diferença alguma. Acabei de chegar em Chapecó e, depois de abraçar meu monitor por uns dez minutos para matar a saudade, resolvi postar aqui só para encher linguiça. Fiquem com uma foto que sintetiza bem o que foi minha última semana longe do meu computador:

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Pilhas para o MP3 Player e uma medalhinha de terceiro lugar.

Agora dêem-me licença que preciso dormir. Amanhã escrevo um post e leio os posts do Lipe e do Vex. Saudades de vocês. :~~

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Lipedal no Mundo Real - Parte 2

Por Lipedal || 01:57:00 || 17 de jun de 2006
Bom, lá vamos nós pra mais um pouco de diarinho, já que eu prometi que postava hoje e não tenho nada melhor em mente. A faculdade destrói a cabeça do cara, incrível. Ah, as aulas inseridas no meio das partidas de truco também.

Então deixem-me vasculhar o cérebro pra ver o que aconteceu de interessante nessa semana fora o anúncio de que terei uma prova de Cálculo na terça-feira. Ô delícia.

...

Então, depois do animadíssimo e excitante jogo de terça-feira, durante o qual a cidade estava enfeitada com bandeirinhas do nosso time, lembrei que quinta-feira seria feriado e que, estando em uma universidade pública, eu poderia vir para casa na quarta sem maiores constrangimentos. Oficialmente teríamos aula na sexta, acho. Mas foi mais ou menos assim:

- Pessoal, como vocês sabem sexta-feira vocês não tão liberados pra ficar em casa.
- Ahhhhhhhh.
- E eu sou pago pra vir aqui e dar aula, vocês têm que me entender.
- Ahhhhhhhh.
- Mas se ninguém vier, eu nem tenho como dar aula, né?
- Ééééééééé.
- Beleza então. Até segunda!

A professora de inglês foi mais direta, disse logo um "até semana que vem, porque quinta é feriado, então vocês nem vão vir na sexta". Sendo assim, vim pra casa quarta-feira.

Pausa pra falar da professora de inglês. A mulher é doidona. Ela deve ter seus 20 e poucos anos, mais nova que alguns colegas meus, e parece ficar excitada de estar em meio a 33 machos sem nenhuma (0) menina. Aí ela é toda acesa, só falta dar pulinhos na sala de aula. Mas calma, ela ainda não resolveu tirar a roupa pra explicar como se fala "umbigo" em inglês. Como se fala "umbigo" em inglês?

Tendo quase a nossa idade e sendo feliz como ela é, é inevitável que nós sejamos sacaneados pela jovencita empolgada. O primeiro texto do ano foi sobre um site americano ULTRA-MEGA-HIPER-INOVADOR que falava sobre, tcharam, A HISTÓRIA DOS VIDEOGAMES. De acordo com o texto, era o primeiro site do mundo a falar sobre a história dos videogames. Então esqueçam todas as páginas que vocês já viram sobre o assunto, incluindo o Baú de Jogos e todos aqueles sites menores com template de Word que contam detalhadamente a trajetória do brinquedo que foi de bater quadradinhos brancos a matar iraquianos em pleno território deles acusando-os de terroristas. Na verdade foi tudo ilusão. O primeiro site sobre isso NO MUNDO foi aquele do texto, que vai ser lançado em julho. Se eu fizer um agora e lançar em fim de junho, isso não importa. Eu sou brasileiro e obviamente o primeiro site sobre o assunto foi (vai ser) americano, com apoio de faculdades e o diabo a quatro.

Mas até aí tudo bem, em relação à professora. No outro dia ela apareceu com um texto sobre o beijo gay da novela América, o beijo que não foi e não sei o que mais, com direito a Glória Perez dizendo "foi uma pena, os atores estavam tão empolgados nos ensaios". No meio do texto, um executivo da Globo dizia que a audiência do último capítulo da novela foi maior do que a da final da Copa do Mundo de 2002. De cada 33 alunos da sala, 33 não viram o último capítulo da novela, mas estatísticas da Globo são estatísticas da Globo, quem sou eu pra discordar?

Depois do artigo do beijo gay, a mulher vem com um outro sobre uma professora que seduziu um aluno. Entenda a frase acima como "tá doida pra dar". Ainda há os trocadilhos infames e tal, mas pra completar a sacanagem a ilustríssima nossa professora de inglês colocou uma música odiosamente melosa, daquelas que não dá pra ouvir nem com a namorada, à luz de velas, numa noite de lua cheia, comemorando o aniversário de 1 ano de namoro. E a música dizia:

I can't take my eyes off of you...
I can't take my eyes off of you...
I can't take my eyes off of you...
I can't take my eyes off of you...
I can't take my eyes off of you...
I can't take my eyes off of you...
I can't take my eyes off of you...
I can't take my eyes off of you...
I can't take my eyes off of you...
I can't take my eyes off of you...
I can't take my eyes off of you...
I can't take my eyes off of you...
(x3)


Leve em consideração que cada verso leva uns 10 segundos pra ser resmungado, com direito a respiração ofegante de quase-morto, e você terá 6 minutos extremamente sofridos de aula. Ah sim, agora imagine essa música sendo tocada duas vezes e ouvida com atenção, pra completar na folhinha, em meio a 33 machos. Deve dar pra imaginar o quão ansioso eu estou para que chegue a próxima aula de inglês.

Mas enquanto esse momento não chega, vou falando sobre minha viagem pra cá.

Quarta-feira comprei a passagem pra Santo Ângelo. Todos os ônibus tavam lotados, tinha um às 20:30 com algumas poltronas vagas. Serve. Coloquei o relógio pra despertar às 19:15 e no horário determinado saí da esplendorosa aula de Geometria Analítica dando saltinhos de alegria, com a mala a tiracolo. Tava tudo calculado: 25 minutos até a cidade, 10 minutos até a parada onde pegaria o ônibus pra rodoviária, 10 minutos até a rodoviária e pronto, chegaria às 20:00, a tempo de comer alguma coisa na lanchonete enquanto esperava o transporte pra Santo Ângelo.

Como sempre, deu tudo errado. Meus cálculos não bateram com os cálculos dos motoristas da cidade, o que me fez chegar morrendo de fome às 20:20 na lanchonete da estação. Não tinha batata frita. Não tinha cachorro quente. Tinha um pastel frio. "Me vê um xis".

Eu não sabia que um xis demorava tanto pra ficar pronto, então peguei aquela coisa ainda meio aberta e com alguns ingredientes tacados às pressas lá dentro, embalei e corri pra pegar o ônibus a tempo. Cheguei na poltrona que eu queria, que dessa vez não estava ocupada, desempacotei o xis e comecei a comer como um desesperado. Alguém no banco da frente falou algo sobre cheiro de comida e sobre "meu Deus, agora vou morrer de fome". Devia ter alguém com comida na frente delas. Crueldade.

Uma senhora chique sentou-se ao meu lado. Eu resolvi usar a velha premissa de que "ninguém me conhece mesmo" e comecei a me fingir de louco ao lado da mulher. Comi aquele xis como um bárbaro que esteve hibernando numa caverna durante os últimos milhões de anos, o que atraiu olhares reprovadores por parte da senhora. Ela tava com vontade de poder comer como um bárbaro pelo menos uma vez na vida, percebi pelo olhar. Tá, na verdade eu tava de cabeça abaixada olhando pra comida, mas eu vi os olhos dela de relance refletidos numa casquinha de tomate.

Arrotei baixo o suficiente pra somente a mulher ouvir.

Guardei a sacola com o guardanapo não usado e tudo o mais dentro do meu casaco, deitei o banco e me acomodei. Eu não consigo dormir em viagem à noite, como já devo ter citado, por razões que envolvem um aspirante a cineasta, um script já postado aqui e a música do Silent Hill, mas dessa vez eu não ia poder dormir nem se tivesse morrendo de sono. Explico.

A mulher, depois que seu medo passou, resolveu que já podia fechar os olhos sem temer ser comida sem dó como aquele xis que agora dava soquinhos nas paredes da minha traquéia, provocando algumas tosses e arrotos bruscos. O problema é que a senhora chique, pelo jeito, nunca tinha viajado de ônibus e não sabia que nesses meios de transporte costuma-se dividir as poltronas: fulano fica com uma, sicrano com outra. Ela, em seu estado de já inconsciência profunda, descobriu que dormir sentado era chato e foi caiiiiindo.

Tossi. Ela ajeitou a cabeça no lugar.

E foi caiiiiindo. Tossi.

Ela se ajeitou e de novo foi caiiiiindo. Me virei pro lado e fiz de conta que tava dormindo, pra evitar o constrangimento (e o bafo) de quando ela se acordasse e percebesse que tava dormindo recostada num bárbaro que esteve hibernando numa caverna durante os últimos milhões de anos. E foi assim das 20:45 às 22:30, mais ou menos, quando ela acordou numa boa e fez o favor de não me deixar passar da janela para o corredor enquanto eu segurava meus genitais desesperadamente como se aquilo fosse adiantar alguma coisa, quando, pelo contrário, eu só ia ficar com as mãos mijadas.

Comprei uma garrafinha de Fruki Cola no posto (santo posto, deve ser o único lugar no RS onde tem refrigerante que não seja da Coca-Cola pra vender), voltei para minha poltrona com dificuldade, porque a mulher fingiu dormir só enquanto eu tentava passar do corredor para a janela, e me acomodei novamente. O ônibus andou. A mulher lembrou que agora eu estava do lado dela. E foi caiiiiindo.

Foi assim até o final da viagem, quando ela abriu os olhos prontamente e deixou claro que não tinha sono nenhum. Lembrando agora, a senhora só pode ter tido vontade de dormir como um bárbaro uma vez na vida. Afinal, ninguém a conhece mesmo.

Moral da história: da próxima vez meu relógio desperta às 19:00.

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Enquanto isso, na Sala da Justiça...

Por Vexille || 11:01:00 || 16 de jun de 2006
Por motivos de força maior (que envolvem espadas samurais, um demônio com espadas e pistolas, e mestres apelões em ambos os casos), não vou poder postar hoje. Pra não ficarem chupando dedo, apreciem o Kiko.



Se o vídeo não abrir no seu navegador, vai ver.

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Todos juntos vamos, pra frente Brasil!

Por Vexille || 04:20:00 || 13 de jun de 2006
Já que o Atomic resolveu tirar férias e o Lipedal continua preso no mundo mágico da faculdade e dos cálculos de matemática, a responsabilidade de postar caiu nas minhas mãos. Então eu resolvi seguir as tendências, modinhas e propagandas da rede Globo e falar sobre a quarta coisa mais importante do Brasil —seguida de perto pelo bunda, o mulata, e o samba—, a copa do mundo.

A cada quatro anos, o país lembra que tem uma bandeira, e passa a usá-la freneticamente, em qualquer coisa que possa ser pintada de verde e amarelo ("Azul e branco... Hã?"). Os camelôs ficam mais alegres e faceiros, enfeitando as ruas com as bandeiras de 5 reais e camisas OTOGRAFADAS da seleção por 10, enquanto as lojinhas no shopping vendem ainda mais das mesmas coisas por 100 reais a mais.

Claro, eu não entendo como é que essas lojas têm a cara de pau de cobrar tanto num pedaço de pano costurado que provavelmente custou menos de 5 reais pra ser feita —ou pior, como é que tem gente que compra esses pedaços de pano sem nem xingar uma mãe ou duas— mas isso não é importante. Vender camisa de time sempre foi a melhor maneira de tirar grana de otário.

Eu não assisto futebol, me aparecem sete cabelos brancos na cabeça sempre que começam a falar de que time está na primera ou segunda divisão, e tenho ódio do Galvão Bueno. Mas ainda assim, tenho visto os jogos da copa desde que me lembro. Só que este ano, eu tenho uma meta a cumprir: estar dentro de uma sala de cinema (e provavelmente ser o único lá) durante TODOS os jogos da copa, mesmo que não tenha nenhum filme que preste em cartaz. Cruzem os dedos para que o cinema nao esteja fechado durante os jogos.

Mas enfim. Eu posso entender por que a copa é motivo de tanto orgulho tupiniquim. Depois de "Deus é brasileiro", é sempre bom ser conhecido no exterior como "aqueles caras que sabem jogar futebol". Além do mais, a copa é uma desculpa infalível para não ir pro trabalho, curso ou colégio e encher a cara de pinga até o cu fazer bico.

O que não dá pra COMPREENDER é essa maldita obssessão pelo Ronaldinho Gaúcho. Eu DESAFIO qualquer um a me dar uma explicação válida pro fato de que eu não posso andar da entrada do shopping até o cinema sem me deparar com pelo menos 5 posters de papelão com uma fotinha do CRAQUE segurando o produto merchandisingado.



Ronaldinho na Turma da Mônica, ensinando as criancinhas a gazear aula pra bater pelada

Sim, eu sei que o cara joga bem. Estou ciente de que ele é considerado o melhor do mundo pela Fifa, UEFA, outras instituições esportivas com siglas idiotas no lugar dos nomes e bichinhas puxa-saco. Também sei que ele é mais ágil com a bola do que eu sou com uma escova de dentes. Mas, porra, isso é motivo meter a cara GROTESCA do infeliz em todo produto que pode bancá-lo? Fazê-lo segurar um Babalu com uma mão e fazer sinal de "joinha" com a outra vai fazer o produto vender mais? Brasileiro é tão ESTÚPIDO assim? "Veja, mamãe, o Ronaldinho tá segurando um creme anti-fungos! Compra pra mim!"

Não é possível que a simples imagem do jogador, por mais tenebrosa que seja, em uma propaganda possa gerar tanto capital. Será que essas empresas estão perdendo dinheiro só pra dizer que estão em clima de copa e colocar o cara nas propagandas? Porque o garoto certamente não deve cobrar barato. Só a esmolinha que ele ganha pra bater uma pelada não é o suficiente.

O brasileiro Ronaldinho Gaúcho é o jogador mais valioso do mercado do futebol, com um passe no valor de 47 milhões de euros, e o que mais ganha anualmente - 23 milhões.

Segundo um estudo do jornal 'Welt am Sonntag', que cita uma série de dados procedentes da agência e empresa de consultoria BBDO, o brasileiro está à frente do inglês David Beckham, que vale 44,9 milhões de euros no mercado.

Fonte

É neguim. Você aí que está se torturando de estudar pra passar numa faculdade de direito, pra em seguida se matar de estudar mais ainda pra daqui a uns 20 anos estar ganhando um salário acima da média, aprenda com o Ronaldinho, que exala dinheiro sem diploma de doutor nem posar pra playboy.



A frase mais fácil de se falar quando se ganha quase 2 milhões de euros por mês

E a bizarria não pára por aí. O cara tem a manha de ter um site pessoal —RONALDINHO GAÚCHO OFFICIAL WEB PAGE!— disponível em três línguas e com animaçõezinhas dele brincando de fazer pontinho ou fingindo que atua (Segurando uma bola: "Ser ou não ser jogador de futebol? ... Ser jogador de futebol." Risinho ao melhor estilo 'depoimento de produto da Polishop'), porque todo mundo quer saber da "humilde e modesta" história de vida do jogador. Tá certo que deve ser humilde e modesta comparando com a vida que ele leva agora, mas tudo bem, ninguém notou.

Voltando a falar de copa, hoje tem jogo do Brasil e não tem nenhum filme em cartaz que eu não tenha visto ou que não seja uma merda completa. Vou acabar assistindo A Profecia de novo.

Eu quero mais é que a copa acabe, pra baixar o preço das TV's de muitas polegadas.

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Terror em Vila Gruta

Por Lipedal || 00:20:00 || 12 de jun de 2006
Olá, leitores. Hoje vocês iam aprender como gastar as madrugadas fazendo avatares psicodélicos no Photoshop com apenas uns lens flares, um chrome e um plastic wrap, mas amanhã viajo às 7 da manhã e não quero ir dormir muito tarde. Então, seguindo a linha de terror que tem afetado o Dr. D desde o dia 06/06/06, vai aí o rascunho do script de um filme que eu e o Atomic vamos dirigir quando morarmos juntos e formos cineastas famosos.

A idéia da coisa é ser um filme de terror psicológico, realmente assustador, sem zumbis arrancando tripas nem massacradores portando serras elétricas (ou, como disse minha confusa irmã, "O Moto da Serra Elétrica"). A coisa ia ser sinistra, de fazer você não querer mais viajar à noite.

E já serve como Parte 2 desse post.

...

CENA 1: frente da Churrascaria Central.

O grupo de amigos encontrou-se na frente da Churrascaria Central. Alguém menos empolgado contou-os um a um. Estavam todos ali, despedindo-se de seus pais, recebendo a orientação de colocar os casaquinhos e trocar as cuecas, e prometendo que teriam juízo. Pelo visto suas malas não teriam, pois estavam todas portando dezenas de camisinhas, garrafas de vodca e baseados. Que feio, malas.

Entraram no ônibus, pequeno mas magicamente convidativo, e abanaram da janela para os parentes com uma mão, enquanto a outra já tirava as coisas das malas, antes que essas fizessem alguma besteira. Os pais foram entrando em seus carros e voltando para suas casas. Vítor, o colegas mais lúcido até o presente momento, derramava algumas lágrimas falsas ao abanar para sua avó. A outra mão desabotoava as calças.

Robson e Fernanda já gastavam o segundo pacote de preservativos sob um cobertor nas poltronas 37 e 38, ao passo que Letícia gastava as pontas dos dedos acomodada no divisor das poltronas 37 e 38.

Do lado de fora, os últimos acenos acompanharam o ônibus sumindo nas ruas escuras da cidade.

CENA 2: ônibus

Renata colocou um rock pesado no aparelho de som que Fábio trouxera, enquanto o rádio do motorista tocava alguma música sertaneja perfeita para se manter acordado durante a árdua noite de trabalho. A dor é inimiga do sono.

Humberto e Alberto, os gêmeos, faziam planos sobre quão divertida seria a estadia na Vila Gruta, em um casebre no meio do mato, exatamente como nos filmes de terror. Tati e Poliana não falam de boca cheia, mas a primeira fez um sinal positivo com a mão. Renata pediu uma garrafa vazia de vodca aos gêmeos.

As luzes do ônibus foram apagadas. O som foi aumentado. A paisagem perdeu suas luzes e a estrada tornou-se deserta. Alguém fez "oooohhh".

*a câmera sai por uma janela e circunda o ônibus em meio à névoa crescente*

Robson pediu um pano. Fernanda concordou com um "mmmm". Ninguém deu pano nenhum e eles continuaram a se mexer sob o cobertor. Deviam estar com frio. Uma música acabou e no momento de silêncio ouviu-se algo parecido com o balido de uma cabra na cabine do motorista. Depois algo relacionado a um pentelho e um paletó. A próxima música, em volume altíssimo, veio para alívio de todos.

*a música-tema de Silent Hill ou algo similar composto pelo Atomic começa a tocar*

Humberto e Alberto perguntaram-se quem havia colocado aquela música no CD. As faixas dos cinco discos tinham sido escolhidas a dedo pelos colegas, em plena aula de Física, e os gêmeos não lembravam daquela. Tati e Poliana não falam de boca cheia, mas a primeira fez um sinal positivo com a mão. Os gemidos cessaram e deram lugar a resmungos confusos relacionados à presença da música no CD. Alguém fez "oooohhh".

Os corpos se separaram, olhares foram trocados. O volume da música baixou por conta própria, enquanto a névoa do lado de fora ficava cada vez mais densa. Vítor, que tinha sido virgem até hoje e lúcido até há pouco, matutou consigo mesmo e chegou à conclusão de que era isso que acontecia no limbo pós-orgasmático. Lembrou do filme "De Olhos Bem Fechados" —ou era "De Pernas Bem Abertas"?— e achou que era hora de fumar. Tirou os baseados da mala de Laís, que estava de olhos bem fechados e de pernas bem abertas se arrepiando com a música, e passou para os colegas mais próximos.

A névoa começou a se dispersar, dando lugar a uma paisagem aterradora quando vista à noite ao som de uma música daquelas. O motorista achou que podia acelerar. O rádio dele parou com um clique esquisito. A música no som de Fábio ficou mais alta. O ônibus ficou mais rápido. Todos olharam para a estrada, preocupados. Tati e Poliana não olhavam para a estrada de boca cheia, mas a primeira fez um sinal de "puta merda, que medão" com a mão.

Subitamente, uma menina apareceu de ponta-cabeça, flutuando à frente do ônibus. Era branca como o luar e tinha cabelos espantosamente negros, vestia uma camisola rendada e parecia desafiar a gravidade com seu olhar inacreditavelmente fixo. A gravidade fugiu de pernas abertas. A garota tinha o olhar fixo no ônibus.

Antes que o motorista pudesse pensar em frear bruscamente, algo que seria muito desagradável a 120km/h, a garota pareceu sumir e se materializou dentro do veículo, atravessando-o a uma velocidade incrível e sumindo novamente no fim do corredor. Os baseados apagaram. Os cobertores estremeceram. Tati e Poliana não desmaiavam de boca cheia, mas suas mãos desfaleceram. A música chegou ao clímax.

O motorista, que tinha assistido filmes de terror suficientes pra saber que todo motorista que pára para ver o que aconteceu com a garota se fode, afundou o pé no acelerador, querendo chegar a algum lugar o mais rápido possível. Na verdade ele não queria chegar a lugar nenhum. Não queria nem desgrudar a bunda do assento. Queria era correr o mais rápido possível pra ver se amanhecia logo ou algo assim. Mas agora era tarde demais.

Nos assentos, os jovens olhavam boquiabertos uns para os outros, sem força para gritar nem para olhar uns para os outros. Vítor olhava para o baseado e resmungava "nó, que maaaassa!". O volume da música foi ficando mais alto ainda, chegando na parte em que uma derrapada encerra a melodia bruscamente.

O motorista achou que tinha derrapado, foi ajeitar a coisa e capotou o ônibus. Todos morreram. Fim.

...

Tá, deus ex machina é sacanagem, se essa expressão é mesmo o que o Atomic me explicou. Então espera.

...

CENA 3: cidade nevoenta fora do ônibus em ruínas

Apenas Laís sobreviveu com apenas um corte. Sua empolgação com a música a fizera ficar extremamente agarrada ao banco, só se cortou porque tomou uma dentada de Fábio no momento da capotada. Questões éticas impedem o autor de dizer onde foi o corte.

Laís estremeceu. Saiu pela janela querendo acreditar que era tudo um sonho, e dos piores. Mas era tudo real demais. A névoa lambia sua face esfolada e seu corte. Estremeceu. Deu alguns passos para fora olhando ao longe. Podia-se ver uma cidade, toda em ruínas, coberta por uma cortina branca e gélida. Tropeçou, perdeu o pé nas ferragens e morreu de tétano alguns dias depois.

...

Agora sim.
Aos que acharam curto, não se preocupem. As duas últimas linhas podem muito bem estender o filme por uma hora e meia. Só preciso assistir a morte de Boromir em "A Sociedade do Anel" mais umas vezes e pegar as manhas com Peter Jackson.

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Já que é para falar de terror

Por yusanã || 20:49:00 || 10 de jun de 2006
Leitores, deixem-me avisá-los de algo muito importante: o Vexille não sabe porra nenhuma sobre a sétima arte. Absolutamente nada. Prefiro seguir uma recomendação de filme da minha prima de 5 anos que acha "Barbie e Suas Aventuras Eqüestres" o melhor filme do mundo do que assistir qualquer coisa que esse paraíba comente.

Vexille e seguidores, vocês procuram o terror nos lugares errados. Que "Evil Dead" o quê. Pro caralho com George Romero e seus mortos-vivos. Pra porra com "Espíritos e seu subtítulo longo e bisonho". O verdadeiro terror é produzido aqui mesmo em terra verde-amarela com cheiro de mato, gosto de coco e samba nas veias. É com muito prazer que lhes apresento Marli, o mais novo ícone cult do underground brasileiro:

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Marli, seu guarda-chuva e sua cara de pânico.

Descrever um trabalho tão perfeito quanto esse é coisa para poucos e logicamente não estou incluído nesse grupo. A única coisa que posso fazer é contemplar sua bela obra e divulgar sua genialidade pela internet. Não, eu não estou brincando. Assitam logo essa obra-prima e depois me agradeçam.




Para mais informações e outrar obras como essa visitem seu site oficial, hospedado no Geocities porque é true.

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Agora falando sério, eu queria não cantar deixa eu fazer minha parte de cinéfilo e wannabe-cineasta-cult-intelectual. O Brasil realmente pode fazer obras primas cinematográficas, inclusive no gênero tão querido e amado pelo nosso amigo não tão querido e amado Vexille. Assisti essa semana um curta-metragem chamado Amor só de Mãe, que impressionou-me tanto que agora sinto-me na obrigação de divulgá-lo.

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Cartaz no melhor estilo Trash.

Querem uma resenha para conhecerem um pouco mais do filme e ficarem loucos de vontade para ver? Aí vai: SEXO-MORTE-SEXO-SANGUE-SEXO-TERROR. Não necessariamente nessa ordem.

E tá esperando o quê pra assistir filho da puta? Clique aqui se quiser vê-lo através do site Porta-Curtas (Se você tiver uma internet de 150kbps/s ou mais, nem precisa se importar com esperar carregar, é só clicar e começar a assistir. E se quiser aumentar o tamanho do negócio é só dar dois cliques na tela.) ou aqui para baixá-lo através do Rapidshare.

Ah, aproveitem e agradeçam-me duas vezes. Eu preciso me sentir amado de vez em quando.

[UPDATE] Ah sim, não vão achar que esse segundo filme também é tosco igual ao da Marli. Aqui o negócio é sério mesmo. NÃO ASSISTA COM PARENTES OU CRIANÇAS MENORES DO LADO MONITOR. A não ser que você queira ser taxado de pervertido(a) satanista. Aí chame a família toda para assisir contigo e coloque o volume no máximo.

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Trash: Um novo começo

Por Vexille || 23:47:00 || 8 de jun de 2006
A Chave Mestra, Horror em Amityville, O Amigo Oculto. Não é nenhum segredo que os filmes de terror mais recentes estão fazendo tudo que seu orçamento permite para manchar o nome do gênero, caindo invariavelmente nas categorias: filme medíocre ou remake medíocre de um filme bom que foi feito só pra sacanear com o original. Notem que eu não mencionei Jogos Mortais, porque não quero chamar de retardados a maioria dos leitores daqui, que provavelmente gostaram dessa PATIFARIA.

Como fã e admirador da arte dos filmes de terror — trash ou não —, eu continuo preferindo os bons e velhos clássicos das décadas de 70 e 80.

Mas ultimamente eu venho me surpreendendo com alguns títulos que estão quebrando o atual padrão de mediocridade. Um que eu assisti há algum tempinho foi o tailandês Espíritos — A Morte Está Ao Seu Lado Porque Brasileiro Adora Botar Subtítulos Longos e Bisonhos. Não se engane: este filme não tem absolutamente nada de novo. A história é praticamente a MESMA dos filmecos de terror orientais como O Chamado, Água Negra, O Grito, e outras porcarias. Mas Espíritos consegue ser melhor que todos os outros.

No Dia da Besta, numa jogada de marketing marotíssima, estreou A Profecia, remake de um clássico que contava com quatro continuações. Graças a frescuras, sono e outras putarias, não pude ver o filme no dia apropriado, e tive que assistir no Dia da Besta +1. Eu digo, eu realmente não estava esperando muita coisa do filme, mas me surpreendi. Eu não vi o filme original, então não posso dizer se faz juz ao nome ou não, mas o filme é excelente. Pontos de bônus pelas mortes bizarras e estilizadas.

E, para alegria das minhas fantasias mais obscuras, Hollywood está relembrando dos tempos de ouro do trash, com filmes como o portentoso Seres Rastejantes, que estará estreando em breve (se não acontecer nenhuma putaria, como com Doom).

1968: O Bebê de Rosemary
1973: O Exorcista
1978: Halloween
1979: Alien
1980: O Iluminado
1982: A Coisa
1984: A Hora do Pesadelo
1987: Hellraiser
2002: O Chamado

Através dos anos, esses clássicos filmes de terror tiveram uma coisa em comum:

ELES ERAM TODOS PARA MARICAS!
Introdução do trailer

Deu pra SENTIR a presença do filme, hein? A historieta fala de uma pacata cidade que é invadida por, isso mesmo, você adivinhou, seres rastejantes! As minhoquinhas PENETRAM nas pessoas, transformando-as em zumbis e/ou mutações escrachadas. Veja ali o trailer da pérola.

Pra fechar com chave de ouro (e não "para abrir com chave de ouro", como um amigo me disse uma vez), uma rara adaptação boa de video-game para a telona: Silent Hill ou Terror em Silent Hill, já que todos no departamento de tradução de nomes de filmes são metrossexuais.

O mais delícia do filme é que, pelo que dá pra ver no trailer, deixaram intactas grande parte da psicose dos amarelos que foi despejada nos joguinhos da franquia. Todo mundo sabe que japonês é chegado em sexo bizarro, e o jogo não perde a oportunidade de fazer referência a taras amarelas doentias. No segundo Silent Hill, Os monstrengos variam de garotinhas queimadas, enfermeiras deformadas até um bonecro maligno composto por dois pares de pernas grudadas pela cintura. Pois é, pois é, gente boa, todos os monstros são formas grotescas de mulheres, com exceção do CABEÇA-DE-PIRÂMIDE, que gosta de estuprar as monstrinhas nos CG's do joguete para o deleite do punheteirinho amarelo.



Cuidado com o CABEÇA-DE-PIRÂMIDE

O filme estreará no dia 18 de Agosto deste ano.

[Update que tecnicamente não é update, já que eu não terminei de escrever o post ainda:] Procurando por fotinhas do cabeça-de-pirâmide, encontrei um site bastante peculiar. Então clique aqui para comprar as HOMEMADE SILENT HILL ACTION FIGURES, e compre já seu bonecote do cabeça-de-pirâmide segurando uma espada e uma lança!

...

(Parêntese entre-reticências: Atomic é xiter de CS.)

...

Como os mais sagazes devem ter notado, o consultório do Doutor foi expandido, e agora tem mais uma seçãozinha ali do lado. Para sua conveniência, cada um dos integrantes do consultório compilou uma pequena explanação sobre o nosso novíssimo plano de saúde.

[Atomic Garden:]
Após sofrer muitos pedidos carinhosos e ameaças de morte para baixar o preço das consultas, o nosso querido Dr. Divago fechou contrato com um nova empresa de Planos de Saúde no Brasil. Ela chama-se Google Health Corporation e promete baratear o custo das sessões em troca de simples cliques. Funciona assim: quanto mais pessoas forem solidárias à nossa causa e nos ajudarem visitando os patrocinadores, mais o plano de saúde perceberá que realmente temos problemas e nos levará para mais consultas. Agora, se ninguém der bola para os patrocinadores, acabaremos todos em camisas de força trancafiados em salas estofadas e gritando "socorro, estamos todos em camisas de força trancafiados em salas estofadas e gritando!", sem direito a mais consultas.

O poder é de vocês!

[Lipedal:]
Minha última experiência com AdSense não foi algo muito legal. Tô até agora com 50 gringollars a serem pagos, mas problemas com o Google, com as transações e tudo o mais fazem com que, até eu receber meu dinheiro, o dólar possa estar valendo uns R$0,02. Nunca pensei que algum dia eu ia colocar AdSense num blog novamente. E pensei menos ainda que algum dia ia colocar AdSense num blog novamente a pedido de leitores. Mas o Atomic me convenceu melodramaticamente de que precisa ganhar dinheiro de alguma forma, senão o pai dele o manda embora porque ele usa saia, toca mal e só dá gastos. Isso, aliado ao fato de alguns leitores terem reclamado de não terem como contribuir com a gente, nos fez tomar essa decisão drástica. Ah sim, já falei que eu provavelmente vou morar com o Tommy a partir do mês que vem? Precisamos pagar o miojo de alguma forma.

Tá bom, tudo mentira. Na verdade o Doutor precisa é de dinheiro pro refil da seringa.

(Levemente editado por Vexille, porque o Lipedal não sabe usar acentos)

[Vexille:]
Essa bagaça não é só de enfeite, tá ligado? Vamo clicando.

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Surpresa!

Por yusanã || 21:40:00 || 7 de jun de 2006
- Hmmm, olha se não tá a cara do pai!
- Uff. (Ou outro grunhido característico)

- Má Dio! Esse guri tá muito magro, vai ficar anêmico daqui um pouquin.
- Uff... (Ou outro grunhido característico)

- Ô rapaz, e essa barba aí? Não tem barbeiro lá no teu bairro? Se quiser o tio te leva pra cortar o cabelo e a barba. - risos espaçados e falsos.
- Uff... (Ou outro grunhido característico)

Festa na casa de minha avó é sempre assim. Eu chego, cumprimento todos os parentes por educação e arranjo alguma desculpa para sentar-me em frente a TV, que só pega Rede Globo e SBT mas ainda assim é menos chata e mais interessante que todos os meus parentes juntos.

A festa de hoje era uma surpresa para o aniversário de minha prima que voltaria da faculdade a qualquer momento. Todos lá fora ansiosos para parabenizar a dita cuja e eu assistindo o funeral de um tal de "Osmar Pasquim". Sério mesmo, o primeiro filho da puta que teve a idéia de fazer uma festa-surpresa deveria ser acordado todas as madrugadas, de hora em hora, por um coro de negonas evangélicas gritando "SURPREEESA!" e em seguida ouvir um parabéns pra você com coreografia e dançadinhas de pescoço. Esse tipo de gente precisa aprender a não incomodar a paz de pessoas que já fizeram questão de não convidar ninguém para uma festa de aniversário porque queriam chegar em casa e dormir. Aliás, assim que minha prima viu todo o pessoal reunido começou a chorar. Agora eu não sei se ela estava chorando porque alguém lembrou que ela existe ou porque teria que aguentar mais uma festa chata. Tadinha.

Enfim, acho que todos vocês já sabem que eu não sou o tipo de pessoa que podemos chamar de sociável. Não faço festa por motivo nenhum e a única vez que tentaram fazer uma festa surpresa para mim, o convidado principal acabou sendo o maldito Murphy, e tudo deu errado como sempre.

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O ano era 2003, eu tinha acabado de ganhar meu primeiro estadual de xadrez na cidade de São Bento do Sul, e minha mãe achou que seria uma ótima idéia esperar-me com uma festa de comemoração com muita carne no espeto para encher meu estômago e muitos parentes babacas para encherem meu saco. Tudo foi friamente calculado, eu liguei avisando que chegaria em Chapecó às oito horas da noite e que ligaria pedindo carona assim que chegasse.

Então, minha mãe passou a tarde arrumando a casa para reunir a família e ligando para uma porrada de convidados. Enquanto isso, em alguma estrada de Santa Catarina, estava eu viajando em uma Kombi da Prefeitura. Sim, sim. Uma Kombi. Aquele típico carro que quando você vê na rua, aponta e faz alguma piadinha do tipo "Esse tá indo pro ferro velho!". Pois nós estávamos indo para o frigorífico gigante chamado Chapecó com um desses. No meio da viagem, a Kombi faz um barulho estranho e pára de funcionar. O motorista e meu técnico resolvem descer para dar uma olhada:

- Ihhh.
- Que foi?
- Fodeu.
- Fodeu, é?
- Fodeu.
- Putz, e agora?
- Vamos precisar de um mecânico.
- Hmmm, acho que eu vi uma mecânica a uns 300 metros atrás.
- Aquela casa marrom grande com um pneu na frente?
- Essa mesmo!
- Ah, não é mecânica não. É um puteiro.
- Então fodeu mesmo.
- Ah, e se fodi mermão! Peguei uma loirinha...
- Não, não. A Kombi.
- Ah, essa tá fodida mesmo.

E assim ficamos parados no meio da estrada por muito tempo até conseguirem um mecânico para arrumar aquela porcaria. Enfim, nos atrasamos por apenas 5 horas do horário previsto, o que significa que quando eu cheguei em casa encontrei-a toda revirada, mais ou menos como se tivesse dado uma puta festa. Deram-me um pouco de carne fria com um restinho de arroz que deve ter sobrado dos outros pratos e foram todos dormir. E eles pareciam todos muito bravos.
Só não entendi o porquê.

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De volta à normalidade

Por Vexille || 00:54:00 ||
Finalmente conseguimos expulsar o crambulhão do consultório com ajuda de um profissional na área, por uma pequena taxa. Se você está tendo os mesmos problemas, contate o bispo Edir Macedo, ou qualquer filial da sua empresa, a Igreja Universal do Reino de Deus, e procure saber sobre as Sessões do Descarrego™.

Em outras notícias, o motivo pelo qual eu estou postando menos do que de costume: além do tradicional bloqueio, há quase uma semana eu venho exalando CS* por todos os poros. Mas daqui a pouco a inspiração volta. É que ela é camper pra cacete, fica difícil de achar. =(

- Se você não tem, baixe o jogo e o patch para jogar online, e vicie-se também. Os links foram retirados deste tópico do FHBD, que está com um dos links Edubichado.

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Quase, hein?

Por yusanã || 20:57:00 || 4 de jun de 2006
Ah, as experiências de quase-morte. Todo mundo já quase foi atropelado, sentou na sacada e quase caiu de cabeça do 37º andar e teve um frio na barriga de uns 3 minutos e meio, foi atacado por texugos sanguinolentos da floresta e conseguiu correr até em casa e fechar a porta segundos antes de perder a perna. Todos já escaparam por um triz de alguma tragédia a ser lembrada por gerações na sua família. Eu não sou excepção. Quer dizer, talvez seja porque eu já escapei de muito mais tragédias que as outras pessoas. Porém divago.

O cenário do meu acidente mais fantástico foi a cidade paulista de São José do Rio Preto, eu deveria ter uns 12 para 13 anos e estava lá para assistir um Magistral de Xadrez e depois jogar um torneio aberto. Como algum de vocês sabem, eu, infelizmente, ainda não aprendi a defecar notas de 50 reais, portanto era obrigado a me contentar com os alojamentos oferecidos pelas organizações dos torneios.

O alojamento deste torneio em questão foi em um ginásio ao lado do SESC daquela cidade, e vou te contar uma coisa: um dos piores lugares que eu já tive a infelicidade de dormir na minha vida. Começando que contrataram um formando em Biblioteconomia para ser o arquiteto daquela porra. Imaginem vocês que para podermos chegar até nossas camas, tínhamos que atravessar o banheiro masculino do ginásio. Vou até fazer um desenho para explicar melhor:

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Logicamente, não existiam apenas 6 camas, e elas eram todas retas e do mesmo tamanho.


Olhem só como foi bem projetado o negócio. Você volta do torneio após uma cansativa partida de 4 horas, e antes de poder deitar na sua cama precisa passar por um corredor contendo homens pelados ensaboados de um lado e homens pelados fazendo força para cagar do outro. Horrível só de lembrar. Coitados daqueles que foram chegando mais tarde e tiveram que se contentar com as camas exatamente ao lado dos sanitários. Junte o cheiro de merda com o calor que é estar num cubículo embaixo de uma arquibancada e sem janela nenhuma em pleno mês de janeiro. Agora vá lá beijar sua cama e seu colchão para agradecer o lugar que você dorme, ingrato.

Enfim, numa das noites, depois de ter jogado a rodada do torneio, voltei para o alojamento e deitei-me no "primeiro piso" de uma cama qualquer. Ah sim, as camas eram treliches bem altos, eu não tinha dito isso ainda, né?

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O primeiro piso é o do meio, seu idiota. O mais embaixo é o térreo.

Não satisfeito apenas em deitar e relaxar, meu corpo e minha hiperatividade resolveram que seria bem legal brincar de desencaixar e encaixar a cama acima usando as pernas. Não, entenderam? Vou desenhar:

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Enquanto meus amigos chegavam eu fiquei lá brincando de exercitar a panturrilha com a parte mais alta do treliche. Enquanto as pessoas iam a vinham, a cama subia e descia. Parecia tudo muito legal para um idiota de 12 anos. E na verdade estava tudo muito legal até a inevitável cagada acontecer. Numa das subidas da cama, algum dos meus amigos largou uma piada ou frase muito engraçada (ou nem tanto assim, já que não lembro) e eu comecei a rir tanto que perdi a força nas pernas. Aí vocês imaginam o que aconteceu:

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Um dos lados ficou encaixado quando caiu, e o outro veio direto na minha cabeça. A pancada em si não doeu muito, na verdade foi até engraçada. Todo mundo que já estava rindo da situação pseudo-engraçada antes, agora estava rindo de minha situação realmente engraça. O problema foi que assim que ela bateu na minha cabeça, resolveu que o meu pescoço seria o lugar mais confortável para se acomodar. E lá fiquei, todo mundo em volta rindo e eu sem forças para tirar aquele negócio de cima de mim.

- Mas tu é burro né Yusanã? dhajsdhasjkldhasjkldhajkld

- Erm, eu não consigo levantar isso.

- Quê? hasjkdhasjdkahsdjkahdajk

- Eu não consigo respirar.


- Ahn? shdasjkdhasljkdhasljkdhaslkjdhask

- Tira isso de cima de mim...

Aí alguém entendeu que eu estava sofrendo uma experiência de quase morte e resolveu me ajudar. Depois de ter respirado o suficiente para conseguir ficar de pé, levantei e gritei:

- BANDO DE FILHO DA PUTA, EU IA MORRER E VOCÊS IAM FICAR ME ASSISTINDO, NÉ CARALHO?

- AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

- :(

Depois disso resolvi me mudar para a cama mais alta, mesmo sabendo que minha hiperatividade transformava essa simples escolha num suicídio. Caí do "segundo-andar" da cama duas vezes numa mesma noite e voltei pra casa com um hematoma na bunda da segunda queda. Mas para o meu próprio bem, não me deixaram mais deitar em cama nenhuma que tivesse algo que encaixasse e desencaixasse em cima.

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Eu não sou capaz!

Por yusanã || 22:50:00 || 1 de jun de 2006
Desculpa para o pessoal que estava esperando post meu hoje. O problema é que eu realmente não estou conseguindo escrever essa semana. Eu sento, me concentro, faço força e tal, mas não sai nada que preste.

Mais ou menos como quando eu vou cagar.

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