Sala de Espera

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    Idade: 19
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    Condição: Demofobia e Nerdice Aguda. Foi ao Mundo Real duas vezes, durante as quais ganhou uns graus de miopia devido à exposição ao sol.
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    Condição: Psicose e Esquizofrenia. Obsessão compulsiva por filmes clássicos de terror brutal e trash em geral.

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Vexille no Mundo Real - sem rimar feito o Lipedal

Por Vexille || 23:47:00 || 28 de mai de 2006
Apesar do que dizem as más línguas, eu não morri ainda. Muito menos atrás de livros. Mesmo sendo um vestibulando com extrema convicção de que vou passar com todas as honras, entre os cinco primeiros do listão, ainda não estudei uma matéria sequer desde o início do ano. Ou melhor, já faz alguns anos. Sei lá, perdi a conta.

Para quem não sabe (isto é, 98,7% dos leitores do Doutor, já que não costumo fazer posts-diarinho), eu devo ser o único vestibulando que, quase na metade do ano, ainda não concluiu o segundo grau. Mas isto é apenas um pequeno empecilho que está prestes a ser contornado, graças ao advento mágico dos supletivos.

Para quem não conhece, começando dois parágrafos quase do mesmo jeito, o supletivo é uma série de provas preparadas especialmente para os vadios que reprovaram demais durante o ensino médio ou fundamental. Eu só reprovei uma vez, mas passei um ano sem ir pro colégio, então também quero entrar na brincadeira.

Parece legal, né? Pois é melhor ainda. Você imagina que uma série de provas, uma de cada matéria (mais "Artes", que colocaram no meio só de sacanagem), valendo um diploma do ensino médio, teria os assuntos mais malignos do primeiro, segundo e terceiro anos. Pelo contrário, foi uma prova feita, de fato, para os vagabundos. Quer um exemplo? Na prova de física, o único assunto será física mecânica. Absolutamente nada de elétrica, termologia, nem de outras físicas das quais eu não me lembro.

Aí é que entra a malícia. Se conseguir um diploma do ensino médio através de uma prova tão ridícula já é uma tremenda MAROTAGEM, fazer um cursinho pra uma prova dessas é quase como xitear o sistema. Ainda mais quando esse cursinho faz um simuladão UM DIA ANTES da prova, com questões de provas anteriores — isto é, ainda por cima, há a possibilidade de se fazer um simulado completamente IGUAL à prova do dia seguinte.

Então lembrem-se, crianças: se você está no primeiro ou segundo ano, saia do colégio, fique vadiando por um ou dois anos, e seja feliz fazendo um supletivozinho.

Mas aí é que tá. Fazer um cursinho desses te faz se sentir um retardado, de vez em quando. Principalmente quando se tem um professor escroto e metrossexual de português. Vejam um trecho não-censurado retirado diretamente do meu caderno, que seria mostrado numa fotinha, se eu fosse rico e tivesse câmera digital:

Substantivo é a palavra que nomeia os "seres". Cinco minutos pro cara explicar este complicadíssimo conceito. Certo, dez minutos agora. "Deus é um substantivo concreto", minha pica. Tá bom, é, mas mesmo assim. Dezessete minutos. Apareceu uma aluna sabe-tudo. "País. País. País é um substantivo? Hein, pessoal?", "um substantivo demostrativo". Aí o cara corrigiu a pronúncia dela. "Demonstrativo."

Enquanto isso, o cara da cadeira ao lado escrevia em seu caderno, ao lado de uma caveirinha mal-desenhadoa: "EZE EH BAYTOLA FODA-SE".

Pausa pros comerciais. Eu não gosto de fazer post sem fotinha, mas minha situaçao atual (que será explicada já já) não me permite procurar uma relevante. Então fiquem com uma do Ron Jeremy.


Pra continuar no clima de diarinho, Murphy resolveu deixar o Atomic em paz por um tempo e vir brincar comigo, do mesmo jeito que brincou com o Pedal e sua pasta. Mas, se for comparar com o que fez comigo, Murphy considerou Pedal e sua pasta café-com-leite na brincadeira. Há alguns meses atrás, me aventurei a comprar algo pelo Mercado Livre. Cerca de 290 reais num MP3 Player de 1gb de memória. O que seria um preço razoável pra época, se não fosse pelos 140 reais que me roubaram na alfândega. Pois então. O aparelhinho de quase 500 reais conseguiu cair do meu bolso, de algum jeito, no ônibus, na volta do cursinho.

Só depois de muito refazer o trajeto de volta procurando em cada buraco da calçada e da rua, e de esperar o ônibus fazer a volta e pedir pra vasculhar o chão um pouquinho, eu aceitei o destino do meu amiguinho.

E, pra finalizar, Murphy resolveu voltar no tempo alguns anos e mover alguns pauzinhos para que inventassem a burocracia, pra me foder sem vaselina em 32 posições diferentes do kama-sutra. Pra encurtar a história, basta dizer que eu estou há mais de duas semanas sem internet, metade desse tempo sem linha telefônica e conectando agora pela dial-up do laptop da minha mãe, já que meu computador é do futuro, e não tem modem dial-up. Mas sexta-feira passada, a mulézinha do 0800 da Velox me deu um prazo de 3 a 5 dias (úteis, claro, apesar de ela não ter mencionado) para que eu possa voltar ao mundo mágico da internets.

A boa notícia: minha humilde internet terá sua velocidade dobrada, graças a uma promoçãozinha delícia da Oi em parceria da Velox, que eu espero que me pague uns honorários pela propaganda aqui. A propósito, se você também usa um serviço vigarista de banda larga como a Velox, que te força a pagar um servidor pra se conectar, use esta malícia: ligue pro seu servidor e diga que quer cancelar a conta. Pura e simplesmente. Não precisa nem chorar, basta dizer que vai cancelar pra ganhar um descontozinho delícia na mensalidade. Depois disso, pegue a diferença entre que você pagava de mensalidade antes e o que você vai pagar agora, e envie para mim. É o preço que eu estou cobrando por esta informação. E agora você já leu. Ajoelhou, vai ter que rezar.

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