Sala de Espera

  • Atomic Garden
    Idade: 19
    Lugar: Chapecó, SC.
    Condição: Frescura.
  • Lipedal
    Idade: 19
    Lugar: Santo Ângelo, RS, no meio da roça missioneira.
    Condição: Demofobia e Nerdice Aguda. Foi ao Mundo Real duas vezes, durante as quais ganhou uns graus de miopia devido à exposição ao sol.
  • Vexille
    Idade: 20
    Lugar: Recife, PE. É o único do consultório que mora numa cidade de verdade.
    Condição: Psicose e Esquizofrenia. Obsessão compulsiva por filmes clássicos de terror brutal e trash em geral.

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Ooops.

Por yusanã || 14:08:00 || 22 de mai de 2006
Ok pessoal. Se vocês gostam mesmo das consultas do Doutor Divago, torçam para que aqueles dois nerds voltem logo à vida normal. Eu não tenho capacidade e nem criativadade de levar um blog sozinho. Se já era difícil sair um texto legal quando eu tinha um bom tempo entre uma postagem e outra, imaginem agora tendo que postar diariamente.

Enfim, até eles voltarem com textos de verdade, e eu conseguir escrever algum, vou ficar enxendo enchendo vocês com linguiças sempre que puder.

Ah, querem saber porque eu estava fora da minha vida de nerd desde sexta-feira? Então, naquele dia eu fui obrigado a trabalhar por migalhas para o meu tio mais uma vez e fui viajar no fim de semana. Ah sim, vocês (ou pelo menos a maioria de vocês) não sabem das minhas histórias no escritório do meu tio. O negócio é o seguinte, sempre que ele viaja eu fico cuidando do escritório dele. Só que o negócio lá é tão parado que eu suspeito que aquilo funcione apenas como lavagem de dinheiro e meu tio seja um traficante, sei lá.

Imaginem que em mais de 8 horas de trabalho, eu atendi dois telefonemas apenas, e que no resto do tempo eu cocei o saco e brinquei de amassar papéis e jogá-los no lixo. Ah, lembrei de uma coisa que exemplifica bem o que é trabalhar naquele lugar. Há quase um ano eu escrevi um texto lá do escritório mesmo e acho que vocês podem dar algumas risadas com ele (apesar de estar horrivelmente mal escrito).

Então, fiquem com esse textinho meia-boca enquanto eu escrevo sobre meu final de semana numa convenção da Herbalife.

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Murphy, eu te odeio

Puta que o pariu. Desculpem o palavrão, mas é que não deu pra segurar.

Deixa eu contar o que acabou de me acontecer: Hoje, as 7 da manhã, fui acordado pela minha mãe, mandando-me ir trabalhar. Não, eu não trabalho, mas é que por uma obra do acaso acabei precisando vir cuidar do escritório do meu tio, só por hoje. Notem o horário do último post, e tentem imaginar como eu estou com sono. (Nota: pela qualidade do texto, eu deveria ter ido deitar uns 10 minutos antes.) Tudo bem, isso não é nada, só tenho que atender uns telefonemas, anotar recados e coisas do tipo.

Ainda que tivesse que fazer isso, mas o dia foi (e ainda é) um tédio total. A manhã inteira eu passei um inútil, só servi para receber um malote e nada mais. Imaginei que a tarde seria um pouco mais agitada, mas estava enganado. Até às 3 horas, estava o mesmo inútil. Mas Murphy, de algum lugar, de algum cantinho do universo, estava me espiando, preparando uma agradável surpresa para mim. Sim, essa é a única explicação lógica para o que me aconteceu.

Precisamente às três horas e vinte minutos precisei ir ao banheiro. Achei que não teria nada demais levando em consideração o fato de que nenhuma viva alma entrou pela porta do escritório o dia inteiro. Porém Murphy, o maldito bastardo, provou que eu estava errado. Foi só o tempo de eu terminar de esquentar a louça do sanitário e escolher uma posição cômoda para o ato, que o improvável aconteceu.

"Tocou o telefone? Chegou alguém?"

Pior que isso. Tocou o telefone e chegou alguém. Sim, concomitantemente.

Por um momento até pensei em me fingir de surdo e continuar a minha atividade. Mas no fim resolvi ser útil e trabalhar pelo menos uns 10 minutos durante o dia. Enquanto praguejava e tentava colocar as calças no lugar, ouvia o telefone tocar incansavelmente e o bater na porta recém-trancada. Tentando ser simpático, mas sem conseguir esconder a bellyache-face, abro a porta com um "Só um momentinho" e atendo o telefone:

- Alô? É da rodoviária de Chapecó?

Se o telefone fosse meu e não tivesse ninguém olhando, eu juro que atirava na parede mais próxima.

- Não, o senhor deve ter discado o número errado.
- Ahnn... Tu tem o telefone da rodoviária de Chapecó?
- Não senhor. Eu tenho que desligar. Tchau.

Voltando-me para o espécime parado à porta:

- Sim?
- Aqui é o consultório do Doutor Agnaldo Laerte?*

Tive que fazer um teste de auto-controle para não perder a compostura, vai ver só consegui continuar educado porque eu não achei nada pontiagudo e/ou pesado o suficiente para atirar na direção dela. Porra, não conseguir distinguir um escritório de um consultório médico, é caso para internação.

- Não senhora, aqui é uma empresa de formulários.
- Ah desculpe, deve ser do outro lado então. Obrigado.

Voltei para o banheiro me sentindo o mais inútil, idiota e enganado dos homens. Como é possível dois enganos desses acontecerem ao mesmo tempo? E bem na hora que eu estava preparado para o número 2? Não pode ser coincidência. Murphy rege o universo. Eu acredito nisso, acredito que nada no mundo é por acaso, tudo acontece apenas com o propósito de satisfazer os desejos sádicos e cruéis de Murphy. Ninguém está livre da sua Divina Providência.

Murphy, eu te odeio.

P.S.: E só para adicionar mais peso à minha tese: enquanto escrevia isso, o P133 do meu tio travou e eu tive que começar do zero duas vezes. Não preciso comentar mais nada, preciso?

* Nome fictício, é claro, eu estava muito apertado para conseguir armazenar qualquer informação no meu cérenro aquela hora.

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E se alguém comentar com "tá errado seu bocó! é 'murphy, odeio-te!'" eu dou uma surra de pau mole.

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