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Arte: quadrinhos e Dia dos Mortos

Por Lipedal || 21:33:00 || 15 de ago de 2006
Ah, finalmente estou postando alguma coisa aqui. A faculdade tá legal, fora as aulas de Geometria Analítica e de Cálculo, mas eu mal tenho tempo pra atender às necessidades fisiológicas, então não consigo escrever no Doutor Divago com tanta freqüência quanto gostaria.

Para espairecer durante as aulas, meu passatempo tem sido desenhar. Eu nunca soube desenhar, mas entre fazer algo que eu não sei me divertindo e fazer algo que eu não sei como parte do currículo, prefiro o primeiro. Sendo assim, meu tempo livre na última semana foi gasto com rabiscos de fim de caderno e um livro muito bom, "Desvendando os Quadrinhos", de Scott McCloud, sobre... err... quadrinhos. Ele é basicamente uma HQ gigante sobre quadrinhos. Quem lê isso deve estar pensando que é uma revista em papel-jornal de 10 páginas mostrando como desenhar rostos, mãos e tetas, com aquelas técnicas horríveis de desenhar uma bola, então uma cruz sobre a bola, e por fim desenhar as coisas em seus devidos lugares e apagar a bola e a cruz. Nada a ver. É um livro de verdade, de quem gosta de quadrinhos para quem gosta de quadrinhos, falando sobre cada elemento das histórias e dos quadros em si, mostrando técnicas de tempo, de movimento, de conclusão, de demonstrar os 5 sentidos por meio da visão, e por aí vai. É ótimo, e recomendo de verdade pra qualquer um que goste mesmo de HQs, ou que tenha uma mínima vontade de ser quadrinista.

Já volto ao livro, deixa eu fazer um pouco mais de diarinho.

Como muitos sabem, eu provavelmente vou morar com o Xile ano que vem. O MVVVSM (Medidor da Vontade do Vexille de Vir pra Santa Maria) já tá em 98%, o que significa que ele só não vai vir se ele descobrir que tem alguma doença grave e quiser passar seus últimos dias perto da família. Como isso é pouco provável, eu espero, e ele também espera, já comecei a me preparar psicologicamente para as bizarrices que terei que assistir quando morar com o Xile, em troca de ele zerar Less & Bicca 14 vezes com o máximo de pontos. Sábado assisti, tcharam... O Dia dos Mortos! Tenho que me acostumar com o fato de que Vexille é um maníaco por filmes trash de terror, ou de terror trash, então soube apreciar a obra de arte.

Duas cenas memoráveis até para um leigo: em uma, os zumbis comem um cara e enquanto sua garganta vai sendo arrancada sua voz vai ficando finiiiiiinha! Genial. Na outra um dos protagonistas é mordido por um morto-vivo no braço e sai gritando feito louco, porque pelo jeito virar zumbi não é algo muito agradável. A mulher-macho, que é sua amiguinha apesar das brigas, tem piedade dele: dá uma cacetada com UMA PEDRA DO TAMANHO DESSE MONITOR na cabeça do cara pra "anestesiar", depois pega UM FACÃO GIGANTESCO pra fazer gentilmente a união "facão U braço" e depois que o homem despeja alguns litros de sangue e ela vê que não dá pra ficar assim, FAZ UMA TOCHA e queima delicadamente o braço do cara. A violência é só sugerida, tá ligado?

Arte pura.

Ao menos de acordo com Scott McCloud, em "Desvendando os Quadrinhos":

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Pois é. Minha dica de hoje é: assistam O Dia dos Mortos e leiam Desvendando os Quadrinhos. Eudes, se você estiver lendo isso, aconselho mesmo a leitura do livro, caso ainda não tenha lido. Se você não conhecer scans dele, empresto o meu pra você escanear. Tem outro no estilo, de um tal Will Eisner, que parece ser mais conhecido que o Scott McCloud. Caso saiba da existência desse outro na internet, favor comentar. Valeu!

Mas agora chegamos ao verdadeiro propósito desse post, que parecia estar no fim. Inspirado pelas aulas de Cálculo e pelo livro acima citado, decidi que vou virar quadrinista nas horas vagas.

"=o", você deve estar pensando.

Pois é. Desenhar mal me diverte demais, e eu vi que os quadrinhos são um meio incrível para a dominação mundial divulgar minhas idéias. Então já elaborei meu primeiro personagem, com um parágrafo introdutório e a promessa de trazer suas tirinhas sempre que puder aqui pro Doutor Divago.

Eu sempre fui fã da Turma da Mônica, dos quadrinhos antigos da Disney e dos gibis do Homem-Aranha que eu encontrava nas gavetas do meu pai. O que mais me intrigava neles não era por que o Cascão não tem dedos do pé, como diabos o Homem-Aranha manipula aquele emaranhado de gosma branca sem que sua mãe perceba ou por que todos os pequenos da Disney são na verdade filhos sem pais criados pelos tios. O que mais me deixava perplexo era como meus personagens favoritos conseguiam ser iguais cena após cena? Eu mal conseguia desenhar dois círculos iguais, enquanto aqueles malditos, geralmente desenhados por mais de uma pessoa, mantinham um padrão assombroso em todas as histórias. Eu pensava que nunca poderia ser desenhista por causa disso, mas essa semana uma luz parou sobre minha cabeça e me explicou tudo: Mônica, Donald e Batman não têm a manha.

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Até a próxima =*

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