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Interatividade criativa

Por Lipedal || 23:43:00 || 27 de set de 2006
Ah, minhas férias estão sendo extremamente produtivas. Ao menos é o que eu digo pro meu pai depois de passar 25 horas diárias envolvido com o computador. Estou jogando The Godfather pra saber como deve ser um bom jogo de "mundo livre", Final Fantasy VII porque eu preciso conhecer os clássicos e Camgoo porque hoje eu ia escrever um texto sobre maneiras criativas de interagir com os jogos. "Eu vou trabalhar com isso, pai. Não tem como fazer um bom escritor sem ler bons livros!"

E é verdade. Inclusive, a partir do ano que vem, quando se tudo der certo morarei com o Vexille, pretendo zerar o máximo possível de jogos produtivos e ao menos experimentar os Doom III da vida, pra ir aprendendo o que eu devo fazer e o que eu não devo fazer em relação a lanternas quando tiver minha companhia de desenvolvimento de jogos. Pessoalmente, acho que jogar os clássicos vai ser mais produtivo pra mim do que aprender a calcular o limite de uma função quadrática quando x tende ao infinito.

Mas o tema de hoje vai ser modos diferentes de jogar, como no acima citado Camgoo. Pra quem não conhece, e aqui provavelmente eu incluo todos os leitores, esse é um joguinho jogável via webcam. A idéia parece esquisita, mas funciona relativamente bem. O pacote consiste em seis joguinhos tongos mas divertidos:

- Um do King Kong, onde você deve se balançar feito um macaco pra detonar aviões


- Um de boate, onde você deve se balançar feito um macaco pra tentar sem sucesso acertar os instrumentos que passam voando


- Um de piratas, onde você deve se balançar feito um macaco pra impedir os piratas de roubar seu tesouro


- Um de fazer embaixadinhas, onde você deve se balançar feito um macaco pra impedir a bola de cair

[seu navegador não pôde abrir essa foto, compre um modem decente]

- Um de quebrar a pau robozinhos maus, onde você deve se balançar feito um macaco cuidando pra não arrebentar os robozinhos bons


- E um de abrir presentinhos, onde você deve se balançar feito um macaco


E então sua mãe abre a porta e você está lá, se mexendo freneticamente no meio do quarto. Para ela isso é sinal de que a psicóloga onde você ia aos quatro anos pra afogar sua irmãzinha versão LEGO na privada (sim, eu fazia isso) não ajudou muito, e que é hora de fazer algo mais sério a respeito disso. Para quem estiver olhando para o monitor nesse momento, você é um herói.

E é claro que, a cada recorde batido, uma foto dessas é tirada para você fazer cara de "ei, veja, eu me balancei feito um macaco corretamente!" e sinal de positivo com as mãos. Lembrando que essas fotos foram tiradas no ano passado. Atualmente eu não sou tão bonito assim.

Mas tudo bem, usar uma câmera para fazer um jogo onde se usa a câmera é algo meio óbvio. Talvez inovador, mas óbvio. Ano passado minha impressão ao pegar Camgoo foi "noooossssa, que coisa inovadora e nada óbvia! É agora que eu passo os dias me balançando feito um macaco!", mas agora o jogo já não parece tão "do futuro", como disse o xile, que pelo jeito nunca ouviu falar de Eye Toy e de The Eye of Judgement.

Ao menos não agora que conheci Frets on Fire.


Tudo bem usar uma câmera para jogar algo onde se use uma câmera, mas alguém aí já tinha imaginado usar um teclado para jogar um jogo onde se use uma guitarra? Não, não é no sentido de "hoho, eu estou jogando Godfather com o teclado, onde eu deveria usar uma metralhadora!". É no sentido de que você está com um teclado na mão, mas joga com uma guitarra. Ou ao menos é isso que parece pra quem tá quase tendo um orgasmo ao acertar 363 notas seguidas de Smoke in the Water, do Deep Purple.

Provavelmente vocês já ouviram falar de Guitar Hero. É um jogo de PS2, no estilo de qualquer outro jogo de música tipo DDR e afins, que fez muito sucesso simplesmente por ter rock dos bons a serem tocados com uma guitarrinha de brinquedo. A questão é que o jogo com a guitarrinha custa pra lá de seus 300 reais. Mas um dia um gênio fez um joguinho nesse estilo pra PC e percebeu que ele não tinha graça nenhuma se você jogasse como uma pessoa normal o jogaria. Então o cara virou o teclado de ponta cabeça e determinou que as teclas F1, F2, F3, F4 e F5 seriam as casas da guitarra, e o Enter sua corda.

E "voa lá", como já vi escrito numa revista fuleira por aí:


O jogo pode ser baixado no site oficial, e aprimorado nesse tópico do FHBD. Aí tem links pra sites com músicas pra download, inclusive um pacote com todas as músicas do Guitar Hero. Perfeito.

E já aviso de antemão que o jogo é prazeroso ao extremo. Depois que você acertar aquele solo mais difícil daquela música mais fácil pela primeira vez, vai até sonhar com as notinhas passando. Eu até pedi pra minha irmã filmar uma performance do Lipedal aqui tocando Iron Man, mas ela foi acometida daquele estranho fenômeno que faz com que garotas da idade dela e da classe social dela não consigam tirar fotos se elas não estiverem tortas, nem na horizontal e nem na vertical. Tudo bem com fotos, nada que uma torcida de cabeça não resolva, mas a maldita ME FILMOU COM A CÂMERA NA DIAGONAL!

Ao menos ela conseguiu um efeitinho legal e dumau nos óculos nessa aqui:


Os links pro FoF tão aí em cima. O jogo tem uns 30MB e cada uma das duas partes do pacote com músicas do Guitar Hero tem uns 140MB. O jogo pelado vem com três músicas, mais do que suficiente pro resto da casa achar que você é doido, quando chegar tremendo e com um sorriso de ponta a ponta na cozinha.

E pra quem se interessou por Camgoo mesmo depois de viciar em Frets on Fire, upei o jogo aqui.

Pronto, acabei meu "texto sobre maneiras criativas de interagir com jogos". E quem conseguir contar quantas vezes eu repeti as palavras "jogo" ou "jogando" ganha um Big Big.

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