Antiga Carta Guardada nos Arquivos do Gmail
Por yusanã || 00:05:00 || 04/11/2008Oi, meu amor. Eu sinto uma necessidade absurda de falar contigo, de ouvir tua respiração, de te sentir de algum jeito, de te ter comigo de novo.
Eu tinha certeza que nunca mais ia precisar ficar nesse estado, que eu nunca mais ia tentar me encontrar em livros, em músicas, em contos, em atos, em gritos, em desesperos.
Eu tinha certeza que tinha me encontrado em ti.
Eu tinha certeza de tudo.
Hoje não tenho certeza de nada.
E não ter certezas dói. Dói lá dentro.
Eu não tenho certezas nem do que escrevo, nem pra quem escrevo e nem por que escrevo. Escrevo como quem precisa esvaziar-se, como quem precisa descarregar uma
carga que não deveria estar carregando.
Escrevo como se eu já não coubesse mais em mim mesmo.
Eu acho que nunca coube, mas quando te encontrei, eu era leve, eu tinha certeza que tinha escoado para
dentro de ti naturalmente, e que tudo que vinha para mim de ti não me pesava como uma carga, me elevava como um vento.
Como se tua mão, mesmo longe, estivesse sempre me segurando. Tudo teu era uma dádiva.
Eu te amei, coisinha. Eu te amei pra sempre. Eu te amei pra todas as noites e madrugadas da minha vida. O que eu senti por ti me transformou para sempre.
O que eu vivi ao teu lado foi o suficiente para toda uma vida. Para mais de uma, quiçá um punhado delas. Na verdade, o que eu vivi ao teu lado foi mais vida do que todas as vidas que eu já julguei conhecer.
A minha vida foi a tua mão na minha. A minha vida foi nossos corpos nus escondidos sob um lençol atrás da cama.
A minha vida foi tudo que eu senti e quis fazer você sentir. Toda essa merda de agora é um epílogo que não deveria estar sendo escrito.
Todo esse epílogo não faz diferença pra maldita tragédia que passou.
Todo esse post-scriptum é uma agonia de um artista que não quer terminar sua obra por puro desespero. Que quer estendê-la o máximo possível, mesmo sabendo que ela já esta pronta.
Eu vivi para o nosso amor. Você sabe que isso é verdade. Você sabe que a minha vida inteira eu esperei por ti, você sabe como foi difícil eu aceitar que finalmente você tinha aparecido, eu finalmente aceitar que minha vida estava começando e deixar todos os medos pra trás. Mas eu deixei, e escrevemos uma história do caralho, coisinha. Talvez pra ti não tenha passado de prólogo, ou até uma epígrafe para tua verdadeira história, mas você sabe que nunca seria isso pra mim.
E lembrar da gente dói, dói como quem lembra da infância. Dói como um misto de ignorância e impotência. Dói como quem lembra da vida depois que já morreu, se isso for possível. Mas afinal, não é isso que eu estou fazendo?
Meu deus, como eu sinto sua falta, estou sempre esperando que minhas lágrimas venham a cair no teu colo, mas elas nunca te encontram. Elas rolam sempre sozinhas como eu. Meu deus, meu deus, que absurdo é sentir. Que absurdo é lembrar. Que é absurdo é querer, meu deus. Que absurdo é querer ser entendido!
Meu deus, meu deus. Que absurdo é te escrever!
E o absurdo também dói, coisinha. Sentir o absurdo faz a gente chorar. E eu sei que sentir o absurdo não faz sentido, mas me desculpa por não fazer sentido, só acredita que tudo que te escrevo, mesmo absurdo, é sincero de um jeito ou de outro. E o absurdo é tudo ter acabado, mesmo tudo acabando um dia.
Eu tinha certeza que nunca mais ia precisar ficar nesse estado, que eu nunca mais ia tentar me encontrar em livros, em músicas, em contos, em atos, em gritos, em desesperos.
Eu tinha certeza que tinha me encontrado em ti.
Eu tinha certeza de tudo.
Hoje não tenho certeza de nada.
E não ter certezas dói. Dói lá dentro.
Eu não tenho certezas nem do que escrevo, nem pra quem escrevo e nem por que escrevo. Escrevo como quem precisa esvaziar-se, como quem precisa descarregar uma
carga que não deveria estar carregando.
Escrevo como se eu já não coubesse mais em mim mesmo.
Eu acho que nunca coube, mas quando te encontrei, eu era leve, eu tinha certeza que tinha escoado para
dentro de ti naturalmente, e que tudo que vinha para mim de ti não me pesava como uma carga, me elevava como um vento.
Como se tua mão, mesmo longe, estivesse sempre me segurando. Tudo teu era uma dádiva.
Eu te amei, coisinha. Eu te amei pra sempre. Eu te amei pra todas as noites e madrugadas da minha vida. O que eu senti por ti me transformou para sempre.
O que eu vivi ao teu lado foi o suficiente para toda uma vida. Para mais de uma, quiçá um punhado delas. Na verdade, o que eu vivi ao teu lado foi mais vida do que todas as vidas que eu já julguei conhecer.
A minha vida foi a tua mão na minha. A minha vida foi nossos corpos nus escondidos sob um lençol atrás da cama.
A minha vida foi tudo que eu senti e quis fazer você sentir. Toda essa merda de agora é um epílogo que não deveria estar sendo escrito.
Todo esse epílogo não faz diferença pra maldita tragédia que passou.
Todo esse post-scriptum é uma agonia de um artista que não quer terminar sua obra por puro desespero. Que quer estendê-la o máximo possível, mesmo sabendo que ela já esta pronta.
Eu vivi para o nosso amor. Você sabe que isso é verdade. Você sabe que a minha vida inteira eu esperei por ti, você sabe como foi difícil eu aceitar que finalmente você tinha aparecido, eu finalmente aceitar que minha vida estava começando e deixar todos os medos pra trás. Mas eu deixei, e escrevemos uma história do caralho, coisinha. Talvez pra ti não tenha passado de prólogo, ou até uma epígrafe para tua verdadeira história, mas você sabe que nunca seria isso pra mim.
E lembrar da gente dói, dói como quem lembra da infância. Dói como um misto de ignorância e impotência. Dói como quem lembra da vida depois que já morreu, se isso for possível. Mas afinal, não é isso que eu estou fazendo?
Meu deus, como eu sinto sua falta, estou sempre esperando que minhas lágrimas venham a cair no teu colo, mas elas nunca te encontram. Elas rolam sempre sozinhas como eu. Meu deus, meu deus, que absurdo é sentir. Que absurdo é lembrar. Que é absurdo é querer, meu deus. Que absurdo é querer ser entendido!
Meu deus, meu deus. Que absurdo é te escrever!
E o absurdo também dói, coisinha. Sentir o absurdo faz a gente chorar. E eu sei que sentir o absurdo não faz sentido, mas me desculpa por não fazer sentido, só acredita que tudo que te escrevo, mesmo absurdo, é sincero de um jeito ou de outro. E o absurdo é tudo ter acabado, mesmo tudo acabando um dia.
Desculpa continuar mandando esses e-mails, eu não sei te explicar o que sinto.
Não sei exatamente o que dizer,
não sei se você lê essas coisas que eu escrevo, não sei como você as recebe,
mas eu sinto uma vontade absurda de
te escrever mesmo assim.
Me desculpa de qualquer jeito. Marcadores: a
